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O Irã afirmou, nesta terça-feira (30/12), que continuará a desenvolver sua indústria nuclear pacífica e suas capacidades legítimas de defesa sem qualquer ajuda externa. A afirmação foi feita por meio de um dos principais conselheiros do Líder Supremo da Revolução Islâmica do Irã, Ali Velayati, que já ocupou o cargo de ministro das Relações Exteriores do país persa no passado.
“O presidente dos Estados Unidos sabe muito bem que o Irã, com sua civilização ancestral, liderança sábia e a coragem de seu povo, é um dos países mais fortes e independentes do mundo”, disse o conselheiro iraniano.
A declaração de Velayati foi uma resposta direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, ao lado do genocida judeu Benjamin Netanyhu (primeiro-ministro de Israel), afirmou, na segunda-feira (29/12), que apoiaria novos ataques contra o Irã.
Trump ameaçou atacar novamente instalações nucleares iranianas caso Teerã esteja trabalhando em sua reconstrução, acrescentando. “O Irã precisa chegar a um acordo”. Em resposta, Ali Velayat disse que “o Irã sempre continuará a apoiar a paz e a estabilidade na região”.
Em junho deste ano, com o apoio dos Estados Unidos, Israel lançou uma guerra de 12 dias contra o Irã. As agressões resultaram na morte de 1,2 mil iranianos, entre civis, militares e cientistas nucleares. Israel não revelou quantos israelenses morreram na guerra.
O aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã coincidiu com a realização de protestos contra e a favor do governo iraniano.
No caso da oposição, os atos foram contra o crescente custo de vida no país persa, Por sua vez, o governo ofereceu o diálogo para conter os atos, liderados por lojistas e comerciantes de bazares. A porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, disse que um mecanismo de diálogo seria estabelecido e incluiria conversas com os líderes dos protestos.
Devido às fortes sanções, a moeda iraniana, o rial, perdeu quase metade de seu valor em relação ao dólar em 2025, com a inflação atingindo 42,5% em dezembro em um país.
Por outro lado, manifestantes pró-governo realizaram vários atos em universidades iranianas para prestar apoio ao presidente Masoud Pezeshkian. Em uma postagem nas redes sociais, na noite de segunda-feira (29/12), Pezeshkian pediu ao ministro do Interior que ouvisse as “demandas legítimas” dos manifestantes.
Com informações das agências de notícias iranianas e internacionais