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A programação cultural de 2026 será aberta, nesta segunda-feira (05/01), com a inauguração da exposição “Les Gens du Nord”, do renomado fotógrafo internacional Jacques Menassa, no Museu da Cidade de Manaus, no paço da Liberdade, no centro histórico.
A mostra marca o retorno do artista à capital amazonense e reúne uma coleção impactante de fotografias em preto e branco que retratam a alma da Amazônia a partir de uma estética sensível, profunda e humanista. Por meio de um domínio técnico refinado da luz e da sombra, Menassa transforma cenas do cotidiano em poesia visual, transitando entre as texturas da floresta, os traços urbanos e, principalmente, a força humana do povo nortista.
Identidade cultural
O eixo central da exposição é o povo da região. Em cada imagem, Jacques Menassa constrói um retrato respeitoso da identidade local, revelando a resistência, a alegria e a dignidade de quem carrega a Amazônia no olhar e na história. O trabalho propõe não apenas um registro visual, mas uma reflexão sobre pertencimento, memória e identidade cultural.
De acordo com o texto curatorial, “Jacques não apenas registra momentos; ele imortaliza a identidade de um povo, traduzindo em contrastes o que há de mais autêntico no nosso cenário regional”.
A exposição se destaca pela forte estética em preto e branco, na qual o uso preciso da luz e da sombra revela a essência da terra e de sua gente, pelo olhar profundamente humanista que valoriza a dignidade e o cotidiano do povo do Norte, e por marcar oficialmente a abertura da programação cultural do Museu da Cidade de Manaus para o ano de 2026.
Perfil
Jacques Menassa é um artista e fotógrafo libanês, “de coração amazonense”, que tem uma trajetória que entrelaça culturas e experiências desde a chegada de seu avô paterno em Manaus, na década 1970, deixando um vínculo com a cidade, que o artista carrega em suas obras.
Formado em ciências políticas na Universidade Libanesa, em Beirute, Menassa sempre teve afeição com a fotografia, e aprofundou sua jornada acadêmica com a arte fotográfica na Universidade Saint-Esprit de Kaslik, por três anos, onde absorveu conhecimentos para a prática dessa forma de expressão.