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Nos 15 primeiros dias de 2026, o regime terrorista de Israel realizou mais de 150 agressões contra o Líbano, violando de forma flagrante o cessar-fogo que está em vigor desde novembro de 2024, segundo informações divulgados pela mídia libanesa nesta sexta-feira (16/01), baseadas em dados compilados por organizações civis que monitoram a violência israelense no país. Neste período, dez pessoas foram mortas, nenhuma delas em zonas de combate ou áreas militarizadas.
Nos últimos três dias, ou seja, entre os dias 12 e 15 de janeiro, foram registradas mais de 25 violações, incluindo ataques em regiões onde há presença de tropas da ONU (Unifil). Já entre os dias 1º a 11 de janeiro de 2026, foram catalogadas 127 agressões, sendo que 30 delas foram cometidas pelos agressores israelenses somente no último dia 11.
De acordo com a estatística oficial apresentada, as violações catalogadas, apenas entre os dias 1º e 11 de janeiro de 2026, ocorreram da seguinte forma:
Conforme um relatório divulgado, em novembro do ano passado, pela Força de Paz das Nações Unidas no Líbano (Unifil), Israel cometeu mais de 10 mil violações do cessar-fogo desde o início da vigência do acordo em 27 de novembro de 2024. As agressões ocorreram, principalmente, por meio de ataques aéreos e terrestres praticados diariamente contra o território libanês e sua população durante esse período.
Por outro lado, o Líbano respeitou o acordo na íntegra, com o Hezbollah não disparando sequer uma bala contra Israel durante o último ano. Mais de 1 mil pessoas foram mortas e feridas por Israel neste período. Israel alega sem provas que ataca apenas “depósitos de armas” e “posições de combatentes armados”.
Carta ao presidente do Líbano
Por conta das agressões israelenses diárias contra o Líbano e das violações do cessar-fogo, um dos mais famosos jornalistas libaneses especializados em conflitos armados, Ali Chaib, escreveu uma carta endereçada ao presidente libanês Joseph Aoun, na qual afirma que “esses ataques israelenses ocorrem em meio a declarações e discursos que prometem que o Estado é responsável por proteger o povo libanês, uma responsabilidade que ultrapassou todas as estatísticas desde o ano passado”.
“A falha em protegê-los é então justificada pela implantação incompleta do exército devido à ocupação israelense do território libanês e à continuidade dos ataques. Ao mesmo tempo, Vossa Excelência apela à ‘racionalidade’ do ‘outro lado’ (rendição), como se estivesse tomando partido, apesar de se apresentar como árbitro!”, diz trecho da carta enviada a Aoun.
O documento prossegue: “Apelar para o povo que está sendo morto todos os dias e cujas casas estão sendo destruídas diante dos olhos do ‘aparelho estatal’ que se rendeu e dos patrocinadores de projetos de rendição, enquanto o Estado é incapaz de proteger seu povo na região fronteiriça, é um apelo ao ‘suicídio'”.
O jornalista finalizou: “Com todo o respeito, peço que se abstenha de fazer promessas e dar lições e conselhos incompatíveis com a natureza da situação, que é impossível de ser implementada. ‘O povo de Meca conhece melhor os seus próprios caminhos’ e, por isso, não se renderá nem desistirá. Dizem que, quando os aviões inimigos vierem do céu, as ‘posições estatais’ desaparecerão do horizonte”.