Judiciário do Irã nega ter decretado pena de morte para Erfan Soltani ou qualquer outro manifestante, diz jornal

Soltani está preso acusado de “conluio contra a segurança interna” do Irã (Foto: Divulgação)

O Poder Judiciário do Irã afirmou, nesta quinta-feira (15/01), que Erfan Soltani, um manifestante detido no início deste mês, não foi condenado à morte, rejeitando alegações anteriores de sua família de que tal sentença havia sido proferida, informou a mídia local iraniana.

Segundo o site Iran International, o judiciário disse que Soltani está detido na penitenciária central da cidade de Karaj e foi formalmente acusado de “conluio contra a segurança interna” e “atividades de propaganda contra o regime”, citando a mídia estatal.

Conforme a mídia local, “nenhuma sentença de morte foi proferida e que a pena capital não se aplica a essas acusações de acordo com a lei iraniana”. O judiciário afirmou que, se as acusações forem confirmadas pelos promotores e um tribunal emitir uma sentença, a punição prevista em lei será a prisão.

A família de Soltani havia afirmado anteriormente que ele havia sido condenado à morte, o que gerou preocupação entre ativistas em meio a uma repressão generalizada contra manifestantes após os distúrbios em todo o país.

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