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Faleceu, neste domingo (15/02), o dirigente histórico e ex-presidente do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, aos 83 anos. A informação foi confirmada por meio de nota pelo próprio PCdoB.
Segundo o partido, Renato Rabelo deixa um “importante legado ao Brasil”.
“O PCdoB comunica, com imensa dor, o falecimento de Renato Rabelo, um dos mais importantes dirigentes de sua história centenária, do qual foi presidente de 2001 a 2015. Nos últimos três anos, Renato dedicou-se a cuidar da saúde, sem deixar de contribuir com o PCdoB. No período mais recente, lutou de modo tenaz, contra a evolução de um câncer”, disse o partido em seu comunicado.
Renato Rabelo nasceu em 22 de fevereiro 1942, na Bahia. Ele iniciou sua trajetória política no movimento estudantil, chegando à vice-presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE). Foi militante da Ação Popular (AP) e integrou o grupo que conduziu a incorporação da organização ao PCdoB, em 1973.
Exilado na França após a Chacina da Lapa, retornou ao Brasil com a anistia, em 1979, período em que conviveu com o histórico dirigente João Amazonas, de quem se tornou sucessor na presidência do partido.
Como líder do PCdoB, Rabelo teve papel central na formulação de estratégias políticas que orientaram a participação dos comunistas nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de contribuir para a construção da Frente Brasil Popular, que lançou Lula à Presidência pela primeira vez, em 1989.
Ao longo da carreira, destacou-se também por estreitar relações com partidos comunistas e governos socialistas, especialmente da China, Vietnã e Cuba. Renato Rabelo era uma voz ativa em defesa da Palestina.
Renato Rabelo era casado com Conceição Leiro Vilan, conhecida como Conchita, e deixa dois filhos, André e Nina, além de netos. O PCdoB expressou ainda “o sentimento de consternação de toda a militância comunista que, em homenagem a Renato, inclina a bandeira verde e amarela da pátria, entrelaçada com os estandartes vermelhos da revolução e do socialismo”.