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Ao menos 30 jornalistas são mantidos prisioneiros nos cárceres israelenses

O regime sionista de Israel promove torturas e abusos sistemáticos, incluindo estupros, contra jornalistas palestinos em suas prisões. Essa é a principal conclusão de um relatório divulgado, nesta quinta-feira (19/02), pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York, nos Estados Unidos.
O documento revelou que jornalistas palestinos detidos em prisões israelenses entre outubro de 2023 e janeiro de 2026 foram submetidos a “abusos sistemáticos”. Segundo informações do CPJ, durante as investigações, foram entrevistados 59 jornalistas, dos quais todos, exceto um, confirmaram ter sofrido tortura, maus-tratos ou violência durante a detenção.
De acordo com o relatório, os detidos descreveram terem sido espancados, submetidos a violência sexual, incluindo estupro, forçados a permanecer em posições de estresse prolongadas e expostos a ruídos altos constantes. Eles também relataram condições insalubres de detenção, negligência médica e escassez crônica de alimentos, resultando em uma perda de peso média de 23,5 quilos durante o período de detenção.
A diretora-executiva do CPJ, Judy Ginsberg, pediu à comunidade internacional que tome medidas, afirmando que “a escala e a consistência dos depoimentos vão além de incidentes isolados”. “A magnitude e a coerência desses depoimentos apontam para algo mais do que condutas inadequadas isoladas”, afirmou.
Os depoimentos coletados no relatório do CPJ incluíam relatos de ferimentos que infeccionaram em decorrência de repetidas agressões e procedimentos cirúrgicos rudimentares realizados dentro da prisão. Alguns jornalistas também relataram ter recebido ameaças para que não retornassem ao jornalismo após sua libertação.
Yousef Sharaf, um dos jornalistas, mencionou abscessos em feridas causadas pelos espancamentos e que outro detido, um cirurgião, realizou operações improvisadas devido à falta de atendimento médico adequado.
O relatório indicou que a maioria dos jornalistas foi detida sob prisão administrativa, que permite a detenção sem acusação formal por períodos indefinidos. Nenhum deles foi levado a julgamento e muitos tiveram o acesso a seus advogados negado.
De acordo com os dados do Comitê, pelo menos 94 jornalistas palestinos e um profissional da mídia foram detidos entre outubro de 2023 e janeiro de 2026, e 30 deles permaneciam detidos em 19 de fevereiro.
Segundo o próprio banco de dados do CPJ, Israel matou deliberadamente 194 jornalistas desde o início do genocídio na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, distribuídos da seguinte forma:
Por sua vez, o Gabinete de Imprensa do Governo em Gaza afirma que esse número é maior. O órgão já contabiliza 260 profissionais da mídia mortos por Israel desde o início do genocídio, o que torna o ataque israelense mais letal para jornalistas do que as duas guerras mundiais, a Guerra do Vietnã, as guerras na Iugoslávia e a guerra no Afeganistão.
Com informações das agências internacionais de notícias