Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Militares israelenses falam de erro 'na avaliação' ao superestimar danos sofridos pela Resistência Libanesa

Israel admitiu que não pode derrotar o Hezbollah e que o desarmamento completo do grupo de resistência libanês é “irrealista”. O reconhecimento do fracasso israelense veio por meio do chefe do Comando Norte de Israel, major-general Rafi Milo, em declarações que foram transmitidas pelo Canal 12 e citadas pelo jornal The Times of Israel na última sexta-feira (03/04).
“Desarmar a organização (Hezbollah) não é um objetivo obrigatório ao final desta campanha”, disse o oficial militar, apesar de declarações contrárias anteriores do Chefe do Estado-Maior de Israel, tenente-general Eyal Zamir, e do Ministro da Defesa, Israel Katz, afirmando que o regime sionista não desistiria de desarmar o Hezbollah. Milo acrescentou que, para desarmar completamente o Hezbollah, seria necessário que Israel “conquistasse todo o Líbano”, algo que, supostamente, não estaria nos planos dos terroristas israelenses.
Segundo Milo, os militares israelenses superestimaram os danos infligidos ao Hezbollah durante a ofensiva terrestre de 2024, de acordo com gravações citadas pela mídia israelense. Ainda conforme o oficial, havia uma “lacuna” entre a avaliação do exército sobre as capacidades do Hezbollah após aquela operação e a capacidade atual do grupo de realizar ataques.
“Há uma lacuna entre como terminamos a (Operação) ‘Flechas do Norte’ e o que entendíamos e pensávamos, e como, de repente, ainda encontramos o Hezbollah (ativo)”, disse Milo, referindo-se ao contínuo lançamento de foguetes contra o norte de Israel. Autoridades israelenses agora estimam que o Hezbollah ainda possua centenas de lançadores e dezenas de milhares de foguetes.
Milo fez os comentários durante uma reunião com moradores da colônia de Misgav Am, onde se desculpou pela morte de um colono de 60 anos que foi atingido por fogo de artilharia israelense no mês passado, afirmando que o incidente “não deveria ter acontecido”.
Milo afirmou ainda que os militares israelenses não esperam interromper completamente os disparos de foguetes do Hezbollah, já que a maioria dos lançamentos se origina ao norte do rio Litani. No entanto, os projéteis de curto alcance – dos quais o Hezbollah possui milhares -, agora são direcionados principalmente contra as forças invasoras israelenses no sul do Líbano.
Em declarações separadas, Milo também expressou dúvidas sobre se a ofensiva conjunta EUA-Israel contra o Irã levaria à derrubada do governo iraniano, dizendo que o país parecia “ainda estável” e que um acordo poderia ser necessário.