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O secretário-geral do Hezbollah, xeique Naim Qassem, afirmou durante um discurso televisionado, nesta segunda-feira (13/04), que o grupo libanês rejeita as negociações diretas com Israel ressaltando que elas são “fúteis” e levarão a perdas para o Líbano. Na mesma ocasião, ele reafirmou as condições do Hezbollah para encerrar a guerra contra os invasores israelenses.
“Rejeitamos as negociações com a entidade usurpadora (Israel). Essas negociações são fúteis e exigem um consenso libanês para passar da não negociação para negociações”, destacou o líder da Resistência Libanesa.
Na visão do Hezbollah, as negociações diretas com Israel , que devem começar a partir desta terça-feira (14/04), em Washington, nos Estados Unidos, podem levar a uma “uma série de concessões gratuitas feitas pelas autoridades, que se provaram concessões perdedoras”, acrescentando que essas concessões “nos humilham” e “trazem perdas” para o governo e o povo do Líbano.
“Vocês (membros do governo libanês) dizem que querem um cessar-fogo, mas o que eles (israelenses) dizem, e quais são as suas cartas? Esta negociação é capitulação e rendição. Apelamos a uma postura heroica para cancelar esta negociação, e as nações virão atrás de vocês. Vocês lançarão as bases para o uso da força contra o inimigo israelense e o obrigarão a implementar os acordos“, declarou Naim Qassem.
Para o líder do Hezbollah, o Líbano deve voltar ao acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024, que encerrou a guerra travada a partir de outubro de 2023. “O único caminho para alcançar a soberania é a implementação do acordo (de novembro de 2024)”, afirmou.
Ele ainda criticou a decisão do governo libanês de não combater a ocupação israelense.
“Que estranho vocês são! Por Deus, vocês não lutam nem deixam ninguém lutar, vocês não confrontam nem deixam ninguém confrontar. Vão ver o inimigo israelense; todos estão lutando. Eles (os israelenses) querem manter a ocupação e expandir suas reservas, explorando cada soldado que têm. A autoridade é responsável pela soberania, pela libertação e pela proteção dos cidadãos. Digam-nos o que vocês fizeram e o que conquistaram? Pelo contrário, vocês estão perdendo tempo. Se não puderem fazer isso, então ou permaneçam em silêncio ou nos permitam cooperar”, falou Naim Qassem.
O líder do Hezbollah, xeique Naim Qassem, colocou cinco condições para encerrar a guerra com Israel. São elas:
“Esses cinco pontos devem ser implementados primeiro, e então nós, libaneses, saberemos como tomar decisões”, afirmou Naim Qassem, destacando que o Hezbollah não aceitará nenhum tipo de rendição.
“Se alguém pensa em se render, que se renda sozinho; nós não nos renderemos e permaneceremos no campo de batalha até o nosso último suspiro. Nós os enfrentaremos, buscaremos justiça e apresentaremos ao mundo um exemplo de que o Líbano, com seu exército, seu povo e sua resistência, é resiliente contra o inimigo”, disse o líder do Hezbollah, grupo que tem travado ferozes combates contra as tropas invasoras que tentam ocupar o Líbano.