Israel já roubou quase 1 mil quilômetros quadrados de terras do Oriente Médio, metade desta área no Líbano, diz jornal

Segundo o Financial Times, os invasores israelenses controlam ainda metade da Faixa de Gaza, na Palestina, além de territórios pertencentes à Síria

Regime genocida de Israel tem planos para anexar terras do Líbano, da Palestina e da Síria (Foto: Reprodução vídeo)

Israel já ocupou quase 1 mil quilômetros quadrados de território no Oriente Médio desde outubro de 2023, informou o jornal britânico Financial Times (FT) em matéria publicada nesta terça-feira (19/05). Segundo o jornal, o exército israelense roubou terras na Faixa de Gaza (Palestina Ocupada), no sul do Líbano e na Síria.

Ainda conforme o FT, as terras árabes roubadas pelos israelenses equivalem a quase 5% da área das atuais fronteiras onde a entidade sionista de Israel foi implantada pelo colonialismo ocidental em 1948.

O Financial Times notou que quase metade do território roubado desde outubro de 2023 encontra-se no sul do Líbano, onde militares israelenses estabeleceram ilegalmente uma zona de ocupação sob o pretexto de combater o Hezbollah. O resto do território roubado está na Faixa de Gaza e na Síria.

Segundo o jornal, as forças israelenses controlam mais da metade da Faixa de Gaza, criando zonas tampão adicionais. Como resultado, os quase 2 milhões de habitantes deste território palestino habitam agora a parte restante – algo em torno de 40% -; das terras que moravam antes do início do genocídio cometido pelo regime sionista de Israel nesta região da Palestina Ocupada.

Síria

Na Síria, Israel aproveitou a queda do governo de Bashar Al-Assad, em dezembro de 2024, para ampliar o roubo de terras sírias, com o aumento de sua presença militar nas Colinas de Golã, ocupadas desde 1967, e nas províncias de Deraa, Quneitra e Suwayda, todas no sul da Síria.

Autoridades israelenses já aprovaram um plano para dobrar a população de colonos no planalto do Golã nos próximos anos. Essa iniciativa ilegal reforça o controle israelense sobre esse território usurpado da Síria.

Israel tem apoio de extremistas judeus, dos EUA , de países europeus e árabes

O Financial Times enfatizou na matéria que a estratégia de Israel para usurpar mais terras árabes contou com o apoio dos setores mais extremistas e ultraortodoxos da sociedade israelense, que são conhecidos por suas posturas racistas, expansionistas e genocidas.

A política israelense de ocupação de novos territórios tem também o apoio incondicional do governo dos Estados Unidos, de países europeus – como Reino Unido, França e Alemanha -, e de monarquias ditatoriais árabes, principalmente Bahrein, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

Em declarações genocidas recentes, o ministro das Finanças de Israel, o extremista judeu Bezalel Smotrich, afirmou que o regime israelense aproveita a atual guerra para promover mudanças geográficas importantes com a anexação de terras ocupadas da Faixa de Gaza, da Cisjordânia, da Síria e do Líbano.

Até o momento, os governos do Líbano, da Síria, da Palestina e de Israel ainda não se manifestaram sobre a matéria do Financial Times.

add_action('wp_footer', function() { ?>