Acordo suspende greve dos rodoviários em Manaus

Prevista para hoje, greve de ônibus foi suspensa em Manaus após acordo entre os sindicatos (Foto: Reprodução TV)

Um acordo intermediado pela Prefeitura de Manaus suspendeu a paralisação do transporte coletivo prevista para ocorrer nesta sexta-feira (22/05) na capital amazonense. A informação foi confirmada pelo Poder Executivo Municipal na noite da quinta-feira (21/05).

Convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM), a greve iria ser deflagrada para pressionar por um reajuste salarial e a manutenção nos postos de trabalhos dos cobradores no sistema de transporte coletivo.

Segundo a prefeitura, “as partes concordaram em retomar as conversas, priorizando o diálogo e a busca por soluções justas que atendam aos direitos dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, garantam o funcionamento do transporte coletivo na capital”.

“A Prefeitura de Manaus reitera que vai continuar acompanhando as negociações entre os sindicatos e irá atuar como mediadora, ajudando a encontrar soluções que mantenham o transporte coletivo funcionando normalmente”, disse o Poder Executivo Municipal. 

Rodoviários comemoram acordo

A suspensa da greve foi confirmada também pelo STTRM. Por meio de nota, o sindicato dos rodoviários informou que a “categoria conquistou reajuste salarial acima da inflação e garantiu a permanência dos cobradores”.

Segundo informou a entidade laboral, a suspensão da greve dos rodoviários foi suspensa após acordo firmado com o sindicato patronal uma vez que a negociação garantiu reajuste salarial de 4,1%, percentual acima da inflação vigente, além da manutenção dos cobradores no sistema de transporte coletivo.

“A mobilização dos trabalhadores marcada para amanhã, 22, foi suspensa após horas de conversas onde chegamos em um consenso, e mesmo achando que o acordo pudesse ter sido melhor para os trabalhadores, no contexto geral saímos vitoriosos”, disse o STTRM.

A decisão de suspender a greve ocorre após o Judiciário amazonense ter determinado a obrigatoriedade de circulação de parte da frota durante a paralisação. Nos horários de pico, foi determinado que 80% dos ônibus permanecessem em operação, enquanto nos demais horários deveria circular pelo menos 50% da frota.

Mesmo diante da pressão jurídica e das restrições impostas, o sindicato destacou que a união da categoria foi fundamental para alcançar os avanços obtidos na negociação. “O mais importante foi garantir direitos, assegurar empregos e manter a força da categoria unida diante das dificuldades”, destacou o presidente do STTRM, Givancir Oliveira.

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