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Em meio à agenda de anúncios de mais de R$ 7 bilhões em investimentos no Amazonas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (27/05), que as obras da BR-319 finalmente avançarão após décadas de impasse. Ao detalhar as ações do Governo do Brasil para a região Norte, Lula defendeu um modelo de desenvolvimento que combine infraestrutura, integração regional, geração de empregos e preservação ambiental. “A BR-319 vai sair”, declarou.
A declaração de Lula foi dada em uma entrevista a uma emissora de TV durante a passagem do presidente por Manaus, onde ele participou de uma série de agendas voltadas a investimentos em infraestrutura, energia, logística, desenvolvimento regional e produção de petróleo e gás. Entre os anúncios realizados estão investimentos de mais de R$ 2,8 bilhões da Petrobras e da Transpetro no Amazonas até 2030, incluindo novos aportes no Polo de Urucu e a construção de 18 barcaças no Estaleiro Bertolini.
“A famosa BR-319, que é uma agonia para muita gente há mais de 36 anos. Essa rodovia vai ser a rodovia ambientalmente mais bem situada do planeta Terra”, disse o presidente Lula.
Também foram assinadas ordens de serviço que somam R$ 381,4 milhões em recursos do Novo PAC para a BR-319. Esse montante engloba R$ 362 milhões para a execução de melhoramentos no Lote 4 do Trecho do Meio e R$ 19,4 milhões para a substituição de pontes de madeira por três novas pontes de concreto (Igarapés Santo Antônio, Realidade e Fortaleza).
Lula afirmou ainda que as prioridades do Governo do Brasil para os estados foram definidas em conjunto com governadores e incorporadas ao Novo PAC. Segundo ele, a recuperação da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), é estratégica para integrar a Amazônia e reduzir o isolamento logístico da região.
“A famosa BR-319, que é uma agonia para muita gente há mais de 36 anos. Essa rodovia vai ser a rodovia ambientalmente mais bem situada do planeta Terra”, afirmou Lula. O presidente explicou que o projeto prevê mecanismos de proteção ambiental, incluindo monitoramento permanente e preservação de uma faixa de 50 quilômetros em cada lado da estrada.
El Niño
Lula também afirmou que o Governo do Brasil está mais preparado para enfrentar eventuais impactos do El Niño, fenômeno climático que altera as chuvas e pode provocar secas severas em diferentes regiões, especialmente na Amazônia. Segundo ele, houve reforço da estrutura ambiental e ampliação da capacidade de resposta dos órgãos federais.
“Quando nós entramos aqui, a gente não estava preparado porque estava desmontado o governo. Só para você ter ideia, em 2023, eu encontrei o Ibama com setecentos funcionários a menos do que eu tinha em 2010. Hoje posso dizer que o El Niño vai vir e que estamos estruturados. O Ibama está mais estruturado, fizemos acordo com muitos prefeitos. Sabemos que a natureza, muitas vezes, é incontrolável, mas estamos com tudo aquilo que é preciso para enfrentar uma crise provocada pelo El Niño”, disse.
Infraestrutura
Na área de infraestrutura, o presidente garantiu investimentos para recuperação da BR-364, no Acre, lembrando que a obra está incluída no Novo PAC. “Eu já andei na 364 quando ela era nova, na minha primeira caravana pela Amazônia, e nós vamos cuidar dela”, declarou.
Lula também confirmou novos investimentos na hidrovia do Madeira e voltou a defender a conclusão da Ferrogrão para ampliar o escoamento da produção agrícola das regiões Norte e Centro-Oeste.
Petróleo e energia
O presidente ainda destacou os investimentos previstos pela Petrobras no Norte do país, incluindo novas perfurações no Polo de Urucu, no Amazonas, e a expectativa de avanço das pesquisas para exploração de petróleo na Margem Equatorial, na costa do Amapá. “Se tiver a quantidade de petróleo que a gente imagina que tem, vai ser muito bom para desenvolver a Região Norte”, afirmou. Lula também ressaltou o potencial estratégico da Amazônia em áreas como minerais críticos, terras raras, energia renovável e produção de hidrogênio verde.
Zona Franca
Ao comentar o desenvolvimento econômico da região, o presidente voltou a defender a importância da Zona Franca de Manaus para a economia amazônica. “Se não fosse a Zona Franca, como é que a gente ia desenvolver essa região?”.
Luz para Todos
Na área energética, Lula destacou a retomada do Luz para Todos e afirmou que o objetivo do Governo do Brasil é universalizar o acesso à energia elétrica na Amazônia, priorizando fontes renováveis. “Queremos chegar a 100% do povo brasileiro com energia e com energia renovável”, declarou.
Nesta quarta, o presidente participou de cerimônia que oficializou um pacote de investimentos que chega a R$ 3,3 bilhões em segurança energética. Desse total, R$ 785,9 milhões serão aplicados em contratos das 3ª e 11ª tranches do Luz Para Todos.
A iniciativa levará eletricidade para mais de 75 mil pessoas em 86 municípios amazonenses, priorizando o atendimento a áreas rurais e comunidades remotas. A agenda também contempla aportes de R$ 2,3 bilhões destinados à modernização da rede elétrica local e à construção de 10 novas subestações ao longo do ciclo 2026/2028.
Transição energética
O presidente afirmou que o Brasil reúne condições únicas para liderar a transição energética global e atrair investimentos internacionais ligados à nova economia verde, incluindo investimentos em data centers, hidrogênio verde e energias solar e eólica. Segundo Lula, o país possui vantagens competitivas estratégicas em energias limpas e deve transformar esse potencial em desenvolvimento econômico e geração de empregos.
“Essa nova matriz energética é uma revolução que não tem no mundo nenhum país capaz de competir com o Brasil. É por isso que tem empresas americanas querendo vir para cá, empresas indianas querendo vir. E nós vamos fazer com que o Brasil se transforme em uma opção invejável para investimentos estrangeiros aqui”, afirmou o presidente.
IDH
Lula comemorou ainda o avanço social do país após a divulgação do novo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. “O Brasil atingiu o melhor índice de desenvolvimento humano da sua história”, lembrou o presidente.
Com informações da assessoria do Palácio do Planalto