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O regime terrorista de Israel confirmou oficialmente, nesta segunda-feira (1°), que acabou o cessar-fogo vigente com o Líbano, algo que, na verdade, nunca existiu na prática.
Após dezenas de violações israelenses da trégua em vigor desde o último dia 17 de abril, o primeiro-ministro de Israel, o genocida judeu Benjamin Netanyahu, juntamente com o ministro da Defesa, Israel Katz; anunciaram em um comunicado conjunto que instruíram as tropas invasoras israelenses a atacar alvos nos subúrbios do sul de Beirute, conhecido popularmente como Dahiyeh.
Após o anúncio, veículos de mídia árabes publicaram imagens mostrando civis libaneses evacuando os bairros da periferia Beirute por temor dos ataques israelenses. As imagens mostram grandes congestionamentos nas estradas que saem dessa região da capital libanesa.
Segundo a mídia israelense, o retorno das agressões contra Beirute recebeu o “sinal verde” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na semana passada, os terroristas israelenses atacaram o bairro de Choueifat, ao sul de Beirute, deixando vários mortos e feridos, incluindo mulheres e crianças.
O anúncio da retomada dos ataques contra Beirute ocorre num momento que Israel amplia suas agressões contra o Líbano, principalmente, em áreas situadas ao norte do rio Litani, no sul do país. No domingo (31/05), as tropas invasoras israelenses ocuparam o icônico Castelo de Beaufort (Qalaat Shaqif, em árabe), um patrimônio histórico administrado pelo Ministério da Cultura do Líbano, que não possui nenhum caráter militar.
A escalada israelense ocorre em um meio a um cessar-fogo anunciado em abril deste ano, mas que jamais foi respeitado por Israel. Em resposta às violações israelenses, o grupo libanês Hezbollah – que comanda a Resistência Libanesa contra os invasores sionistas -; tem atacado os soldados de Israel dentro do Líbano com drones e foguetes, resultando em um grande número de baixas entre os militares israelenses.