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Considerado como um dos melhores juízes de futebol da África, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve sua entrada nos Estados Unidos negada, nesta segunda-feira (08/06), pelas autoridades de imigração do país e acabou sendo deportado para a Turquia. Ele estava entre os 52 árbitros escalados para atuar em partidas da Copa do Mundo.
De acordo com o Ministério da Juventude e Esportes da Somália, em declaração dada agência de notícias AFP, Omar Artan possui um visto válido para entrar nos EUA. O caso é visto como possível racismo.
Até o momento, as autoridades norte-americanas não deram explicações sobre o motivo de terem barrado o juiz africano, que está no quadro da Fifa desde 2018. Em 2025, Omar Artan foi eleito “Árbitro do Ano” pela Confederação Africana de Futebol (CAF).
A Copa do Mundo nos EUA tem gerado críticas devido à conduta racista do governo de Donald Trump contra vários países, principalmente, do Oriente Médio e da África.
Uma das seleções afetadas por essa política racista é a do Irã, que teve seus jogadores proibidos de permanecerem nos EUA após os jogos de seu grupo. Os iranianos estão sediados no México, porém, suas partidas serão todas nos EUA. O Irã até pediu mudança de sede, mas a Fifa não aceitou.
No sábado (06/06), o principal atacante da seleção do Iraque na Copa do Mundo, Aymen Hussein, foi detido e interrogado por quase sete horas no aeroporto O’Hare, de Chicago logo após a chegada da delegação do país nos Estados Unidos.