Israel planejou assassinar principais negociadores do Irã durante conversas com EUA, revela The New York Times

Araghchi e Qalibaf são os principais negociadores do Irã com os EUA (Foto: Irna)

Israel planejou assassinar importantes negociadores do Irã durante as conversações com os Estados Unidos para alcançar um acordo de paz provisório. A revelação foi feita, nesta sexta-feira (03/07), pelo jornal The New York Times

O periódico relatou que as preocupações dos EUA com o assassinato de autoridades iranianas específicas – o Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, e o Presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf -, aumentaram durante as delicadas negociações de cessar-fogo que começaram em abril, observando que “assassinar importantes líderes iranianos faz parte da estratégia de Israel desde o início da guerra”.

“Temendo que uma tentativa de assassinato israelense pudesse prejudicar as negociações, os Estados Unidos, segundo algumas autoridades, chegaram a pedir a outros países da região que alertassem o Irã sobre a possibilidade de Israel alvejar as autoridades na segunda-feira”, afirmou o Times.

” Autoridades americanas reconheceram que “Araqchi e Qalibaf, como altos funcionários do governo, poderiam ter sido alvos legítimos de Israel durante o auge da guerra”.

Mas, após o início das negociações em abril, as autoridades americanas acreditavam que “qualquer tentativa de assassinar os dois líderes iranianos encerraria as conversas e reacenderia o conflito”, segundo o jornal.

Em abril, “Qalibaf tinha uma viagem marcada para Islamabad para se encontrar com o vice-presidente J.D. Vance, mas autoridades de segurança iranianas expressaram preocupação de que Israel pudesse aproveitar a oportunidade para assassinar Qalibaf ou Araqchi e sabotar as negociações”, disseram as autoridades.

Caças paquistaneses escoltaram os aviões iranianos.

O jornal citou autoridades dizendo que “os iranianos buscaram garantias dos Estados Unidos, por meio de intermediários paquistaneses e catarianos, de que Israel não realizaria nenhuma operação secreta contra a delegação iraniana”.

O jornal observou que caças paquistaneses escoltaram os aviões iranianos, que transportavam uma delegação de mais de 70 iranianos, da fronteira iraniana até Islamabad e de volta, após o término da reunião. No entanto, durante a viagem de retorno a Teerã, surgiu uma ameaça à segurança israelense.

Segundo o jornal, dois funcionários disseram que as forças de segurança iranianas informaram o avião que transportava o Qalibaf de volta a Teerã que haviam recebido informações indicando que “Israel planejava atacar o avião e que dois caças israelenses haviam entrado no espaço aéreo iraniano vindos da fronteira oeste, perto do Iraque”.

O jornal observou que “Mehdi Mohammadi, assessor sênior de Qalibaf, que o acompanhou a Islamabad, confirmou esse relato em sua página nas redes sociais”. Mohammadi e outros dois funcionários disseram que o avião fez um pouso de emergência em Mashhad, o aeroporto iraniano mais próximo da fronteira com o Paquistão, e que a delegação iraniana viajou por terra por cerca de oito horas de volta a Teerã.

Com informações das agências internacionais de notícias

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