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Morreu, aos 71 anos, o senador Lindsey Graham, um dos principais extremistas do partido Republicano dos Estados Unidos e um dos mais fanáticos apoiadores do genocídio cometido por Israel na Palestina Ocupada. De acordo com o gabinete do parlamentar estadunidense, que divulgou nota em postagem na rede social X, Graham morreu na noite do sábado (11/07) após uma “doença breve e repentina”.
Segundo informou a TV NBC News, equipes de emergência foram acionadas para atender uma ocorrência de parada cardíaca na residência do senador, em Capitol Hill, em Washington.
A morte de Graham ocorreu um dia após ele ter viajado à Ucrânia, na sexta-feira (10/07), e ter visitado uma fábrica “secreta” de drones, que foi destruída pelos russos logo depois da visita do senador dos EUA. Esse fato gerou especulações de que a morte de Graham pode ter sido resultado de um assassinato.
Lindsey Graham era aliado do atual presidente dos EUA, Donald Trump, e do primeiro-ministro de Israel, o genocida judeu Benjamin Netanyahu, contra o qual há um mandato de prisão internacional por crimes de guerra na Faixa de Gaza, na Palestina Ocupada.
Devido ao apoio cego a Israel, Graham chegou a defender abertamente o uso de armas nucleares na Faixa de Gaza, território palestino que testemunha uma campanha de extermínio realizada regime sionista israelense com o patrocínio do governo estadunidense.
Em maio de 2024, durante uma entrevista para o programa de notícias Meet the Press do canal de TV NBC, Graham instou Israel a utilizar bombas nucleares contra a Faixa de Gaza, alegando que Tel Aviv não pode se dar o luxo de perder a guerra contra os palestinos.
“Quando enfrentamos a destruição como nação, depois de Pearl Harbor, lutando contra os alemães e os japoneses, decidimos terminar a guerra com os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, com armas nucleares. Essa foi a decisão correta”, disse Graham, na época, à apresentadora do programa Kristen Welker.
Lindsey Graham era senador pelo estado da Carolina do Sul desde 2003, após ter exercido mandato na Câmara dos Representantes a partir de 1995. Ao longo da carreira, foi reeleito em 2008, 2014 e 2020. Ele era um dos políticos extremistas mais influentes em temas de política externa, defesa e imigração.
Graham defendeu a invasão do Iraque em 2003 e as agressões militares contra o Irã. Por outro lado, ele era um dos maiores apoiadores de Israel no Congresso americano. Internamente, Graham era a favor do endurecimento das políticas de controle de fronteira e da repressão contra os imigrantes.
Em 2021, durante entrevista à Fox News, Lindsey Graham fez declarações com ataques aos brasileiros. “Tivemos 40 mil brasileiros vindo somente para o setor [de imigração] de Yuma [na fronteira entre o Arizona e o México], indo para Connecticut, usando roupas de grife e bolsas da Gucci. Isso não é mais uma imigração econômica”, afirmou.
Em seguida, Graham afirmou que os brasileiros se “disfarçavam de turistas” para permaneceram nos Estados Unidos. “As pessoas veem que os Estados Unidos estão abertos e tiram vantagem de nós, e não vai demorar muito para que terroristas sejam vistos nessa multidão”. O comentário dele foi amplamente criticado.