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O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Rodoviário de Manaus anunciou, no início da tarde desta segunda-feira (20/07), a deflagração de uma greve da categoria por tempo indeterminado na capital amazonense. Em um pronunciamento inflamado que foi divulgado nas redes sociais, o presidente da entidade, Givancir Oliveira, convocou uma paralisação imediata e total em 100% do sistema em todos os pontos da cidade, destacando que acabou o diálogo com as empresas do setor – descritas por ele como “picaretas”.
Segundo ele, a greve geral foi convocada em função de “atraso no pagamento dos salários” dos trabalhadores da categoria, que não estariam recebendo seus direitos. “Acabou o diálogo. Que se fod@. A partir de agora é greve. 100% da categoria”, disse o líder sindical. “Não há outra alternativa a não ser cruzar os braços. A categoria cansou de promessas”, acrescentou o presidente do Sindicato dos Rodoviários.
Conforme Givancir, o atraso no pagamento dos salários ocorre “mesmo com a Justiça determinando aplicação de multa diária para as empresas de ônibus”. “A paralisação é para que essas empresas bando de picaretas possam respeitar os trabalhadores”.
Segundo o comunicado do sindicato, a recomendação para a população é a de buscar rotas alternativas, “pois não há previsão de retorno dos ônibus até que os salários sejam devidamente depositados”.
Por meio de nota enviada à imprensa, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que não foi comunicado sobre a paralisação dos rodoviários.
Sem explicar os motivos dos atrasos no pagamento dos salários dos trabalhadores, a entidade afirmou ainda que permanece aberta às negociações, mas ressaltou que irá buscar a Justiça para restabelecer a operação do transporte coletivo em Manaus, evitando prejuízos à população.
Por sua vez, a Prefeitura de Manaus informou, por meio de nota enviada pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), que a gestão municipal “não possui débitos pendentes do ano de 2026” junto ao Sinetram, “estando suas obrigações financeiras regularmente executadas para o ano corrente”.
“A prefeitura reafirma seu compromisso com a manutenção e o pleno funcionamento do sistema de transporte coletivo urbano, adotando as medidas necessárias para assegurar a continuidade da prestação do serviço e o atendimento à população manauara”, disse a Prefeitura de Manaus, reforçando que “segue no diálogo construtivo com os sindicatos das classes, que respeite os usuários do transporte coletivo”.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informa que foi surpreendido, no início da tarde desta segunda-feira, com a paralisação do sistema de transporte coletivo urbano de Manaus. O Sinetram esclarece que jamais deixou de manter diálogo com o sindicato representativo dos trabalhadores rodoviários e permanece aberto à negociação e à busca de soluções para as questões relacionadas ao setor. Contudo, na data de hoje, não houve qualquer iniciativa de diálogo ou comunicação prévia por parte da entidade sindical acerca da paralisação, tampouco foi apresentado aviso prévio de que o movimento grevista seria deflagrado nesta data. Diante da interrupção inesperada de um serviço essencial, que afeta diretamente milhares de usuários que dependem diariamente do transporte coletivo, o Sinetram adotará as medidas judiciais cabíveis para buscar o restabelecimento da normalidade operacional do sistema. O Sinetram reafirma sua permanente disposição para o diálogo responsável e espera que o serviço de transporte coletivo seja normalizado o mais rapidamente possível, reduzindo os prejuízos causados à população de Manaus.