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Milhares de palestinos participaram, nesta terça-feira (04/08), na Cidade de Gaza, do enterro coletivo de 112 pessoas – incluindo mulheres e crianças -; que foram assassinadas em massacres cometidos por Israel desde o início do genocídio na Faixa de Gaza em outubro de 2023. De acordo com as autoridades palestinas locais, todas as vítimas são membros das famílias Al-Hassayna e Abu Sharia, cujos restos mortais foram recentemente recuperados dos escombros, quase três anos após terem sido mortas nas agressões israelenses.
Envoltos em bandeiras palestinas, os corpos das vítimas foram carregados pelas ruas da cidade sitiada antes do sepultamento, que foi descrito como um dos maiores funerais coletivos desde o início da guerra genocida de Israel contra o território palestino. Elas foram enterradas no Cemitério Batista, no bairro de Zeitoun, ao sul da Cidade de Gaza.
A Defesa Civil de Gaza informou que suas equipes passaram duas semanas escavando um prédio residencial destruído no bairro de Sabra, recuperando os restos mortais de 112 pessoas, incluindo pelo menos 40 crianças. As famílias foram mortas em um ataque israelense em novembro de 2023, que arrasou suas casas.
“Entre as vítimas, havia 40 crianças, 38 mulheres e sete pessoas com deficiência”, disse a Defesa Civil em um comunicado. “As equipes não conseguiram encontrar 157 corpos que ainda estão desaparecidos sob os escombros”, disse Mohammad Abu Dan, oficial da Defesa Civil.
Os familiares aproveitaram o funeral para renovar as acusações de que Israel cometeu crimes de guerra na Faixa de Gaza e exigiram investigações internacionais sobre o ataque e as centenas de corpos que ainda se acredita estarem enterrados sob os escombros em todo o território.
De acordo com dados oficiais da ONU, o regime genocida de Israel matou mais de 73 mil pessoas e feriu mais de 174 mil em uma guerra brutal na Faixa de Gaza desde outubro de 2023.
Apesar do acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025, Israel continuou seus ataques em todo o enclave, matando 1.250 palestinos e ferindo outros 4.110, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
As autoridades palestinas estimam que em torno de 9,5 mil pessoas ainda estejam sob os escombros de edifícios destruídos por Israel em Gaza.
Com informações de agências internacionais de notícias