Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Reeleição de Lula e política contra exportação de matéria-prima aceleram projeto da mineradora australiana; jazidas em Apuí vão impulsionar refinaria inédita no Amazonas
Na corrida geopolítica e tecnológica por minerais estratégicos, o Amazonas larga na frente para sediar o primeiro polo industrial de terras raras do país. A empresa BBX do Brasil, subsidiária do grupo australiano Brazilian Critical Minerals, estuda a implantação de uma planta industrial de processamento no polo de Manaus até 2030, com aporte inicial projetado em R$ 400 milhões.
O projeto utiliza o potencial das reservas de terras raras descobertas em Apuí, no sul do Estado. No entanto, a decisão de antecipar o processamento industrial dentro do Amazonas — em vez da mera extração e exportação de minério bruto — foi diretamente impulsionada pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A postura do governo federal em defesa da soberania nacional, aliada a incentivos para o adensamento da cadeia produtiva e veto ao envio do patrimônio mineral sem valor agregado para o exterior, pesou decisivamente no plano de negócios da multinacional.
Atualmente, o empreendimento aguarda a expedição dos licenciamentos pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e as autorizações dos órgãos federais para iniciar a infraestrutura de extração e a construção do complexo. Embora o Brasil detenha a segunda maior reserva de terras raras do planeta, o país ainda não conta com refinarias em escala industrial. A instalação do parque em Manaus posicionará a Zona Franca no centro da transição energética e da alta tecnologia global, agregando valor à biodiversidade e ao patrimônio mineral do Amazonas.