Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
ONGs, como a dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), pediram respeito ao Direito internacional humanitário

Médios de várias Organizações Não-Governamentais (ONG) internacionais alertaram, nesta quarta-feira (11/10), para a piora da situação sanitária na Faixa de Gaza após o bloqueio total imposto por Israel. Eles pediram um corredor humanitário para apoiar a resposta médica. “A situação é catastrófica. Não acho que ninguém esteja seguro em Gaza”, declarou Sarah Chateau, responsável pelo programa palestino dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), que possuem na região 300 funcionários palestinos e 20 internacionais.
“Transferimos parte de nossas equipas para um prédio das Nações Unidas. O bombardeamento foi tão maciço que os riscos eram muito grandes”, disse ela.
Na segunda-feira (10/10), o governo ultrarradical de Benjamin Netanyahu ampliou o bloqueio que já vem sendo aplicado desde 2007 à Faixa de Gaza, com o corte do fornecimento de água, eletricidade e alimentos.
Segundo Chateau, com o estado de cerco total, as equipes médicas poderão parar de prestar assistência. ”Precisamos de um corredor humanitário para apoiar a resposta médica, trazer equipamentos, substituir as equipas no terreno”, defendeu.
“É preciso garantir que o Direito internacional humanitário é respeitado, que medicamentos são levados e que os civis são poupados”, acrescentou.
Após a ofensiva sem precedentes do movimento palestino Hamas contra Israel, o exército israelense ampliou os bombardeios contra a Faixa de Gaza. Estima-se que, em quatro dias de conflito, o número de mortos ultrapasse os 2 mil além de mais de 5 mil feridos dos dois lados. Com informações de agências internacionais.