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A marca verificada pelo Porto de Manaus supera a de 2010, quando chegou a 13,63 metros, ou seja, quatro centímetros a mais do que a verificada hoje.

No mesmo dia que Manaus teve uma intensa chuva após vários dias de tempo seco, o Rio Negro desceu mais 10 centímetros e atingiu, na manhã desta segunda-feira (16/10), a cota de 13,59 metros, a maior vazante de toda a história. A marca registrada pelo Porto de Manaus supera a de 2010, quando o rio marcou 13,63 metros, ou seja, quatro centímetros a mais do que a cota verificada hoje.
Por meio de nota, a Prefeitura de Manaus afirmou que a cota de 13,59 metros é a menor já registrada na história, em 121 anos de leitura pelo Porto de Manaus.
De acordo com a Gerência de Encaminhamento e Acompanhamento (GEA), da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), vinculada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), a tendência é de que o volume dos rios continue baixando até o final deste mês. Caso a estimativa se confirme, o nível do rio que banha a capital amazonense pode ficar abaixo dos 13 metros, segundo algumas previsões.
Ribeirinhos
Conforme levantamento realizado pela Sepdec, 63 comunidades rurais ribeirinhas de Manaus estão sendo afetadas pela severa estiagem deste ano. “Por conta disso, uma força-tarefa foi montada pela Prefeitura de Manaus, nos últimos dias, para levar cestas básicas, água potável e itens de higiene às famílias afetadas pela seca dos rios”, afirmou a Prefeitura de Manaus, por meio de nota.
O Governo do Amazonas informou, também, por meio de nota, que tem adotado medidas para enfrentar e amenizar os impactos da estiagem com o envio de ajuda humanitária como cestas básicas, kits de higiene, água potável e medicamentos, entre outras medidas.
Chuva

Na manhã desta segunda-feira (16/10), Manaus registrou uma forte, que amenizou a fumaça que atinge a cidade há vários dias. A capital amazonense chegou a registrar 27º, segundo o ClimaTempo. A previsão é de novas pancadas de chuva pela tarde e a noite.
Para algumas manauenses, a chuva foi considerada uma “benção”. “Não aguentava mais essa fumaça”, disse Larissa Alves, 24 anos, que é funcionária de uma padaria em Manaus.
*Matéria atualizada às 15h40