Manaus terá ato em defesa da Palestina na quinta-feira (19/10)

Os manifestantes devem sair da Praça da Matriz em direção ao Largo de São Sebastião, também no centro histórico de Manaus, onde haverá um encontro entre os movimentos sociais do Amazonas e a Comunidade Árabe local

São Paulo também recebeu um ato em prol do povo palestino nesse fim de semana (Foto: Gabriela Hipolito/Divulgação)

As manifestações em defesa da Palestina, que ocorrem em várias cidades do planeta, vão chegar à capital amazonense. Na próxima quinta-feira (19/10), a comunidade Árabe-Palestina e entidades representantes de movimentos sociais e estudantis do Estado vão se reunir, a partir das 16h30, na Praça da Matriz, no Centro, zona sul de Manaus.

Em seguida, haverá uma marcha pela avenida Eduardo Ribeiro até o Largo de São Sebastião, onde os participantes pretendem se manifestar de forma pacífica contra a ocupação israelense que assola as terras palestinas há mais de 75 anos e pelo fim da opressão contra a população da Faixa de Gaza, que sofre massacres constantemente e um bloqueio terrestre, marítimo e aéreo desde 2007.

Causa humanitária

De acordo com a presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Amazonas (DCE/Ufam), Rita Vieira, o objetivo do movimento é apoiar o povo palestino pelo direito de resistir à ocupação, à opressão e à tortura impostos pelo regime israelense, e, também conscientizar os manauaras sobre o que acontece na Faixa de Gaza, em particular, e na Palestina, de modo geral.

“É um movimento mundial importante e Manaus não poderia ficar de fora. A causa palestina não é uma causa dos estudantes, é humanitária. O que acontece na Faixa de Gaza é bárbaro. O mundo inteiro está vivenciando e assistindo um verdadeiro massacre. Não tem como não se indignar. O que acontece lá não é um conflito religioso, embora a mídia do Ocidente faça um bombardeio em cima dessa pauta. É um verdadeiro Apartheid! O movimento estudantil sempre foi vanguarda das pautas humanitárias e de grandes conflitos. Nesse caso, nós não poderíamos ficar de fora”, destacou ao Panorama Real.

Percurso

Os manifestantes devem sair da Praça da Matriz em direção ao Largo de São Sebastião, também no centro histórico de Manaus, onde haverá um encontro entre os movimentos coletivos amazonenses e a Comunidade Árabe que reside no Amazonas.

“Que fique claro que nós não estamos defendendo o Hamas, mas sim os civis inocentes que estão morrendo lá. São 75 anos de civis palestinos mortos nesse conflito e é por eles que vamos nos reunir. É uma pauta que precisa ser defendida, portanto, convocamos toda a população de Manaus e Região Metropolitana para participar. É uma causa de todo mundo que acredita que um ser humano não é melhor que o outro, ou tem menos direito que o outro”, disse Rita Vieira.

Folder de divulgação do protesto Pró-Palestina em Manaus (Foto: Reprodução)
Movimentos pelo mundo

Milhares de pessoas ao redor do mundo têm se manifestado contra os ataques de Israel à Faixa de Gaza. Eles pedem o fim das agressões e a libertação do povo palestino. Na capital do Iraque, Bagdá, dezenas de milhares de manifestantes se reuniram com bandeiras palestinas e queimando bandeiras israelenses enquanto gritavam jargões anti-EUA e anti-Israel.

Além do Oriente Médio, os movimentos em solidariedade ao povo palestino foram registrados do Leste Asiático – como no Japão, Paquistão e Indonésia –, até a Europa – como em Portugal, Reino Unido, Escócia e Irlanda. O maior deles aconteceu em Londres, na Inglaterra, onde milhares de pessoas caminharam nas ruas do centro da cidade. Os manifestantes carregavam faixa dizeres como “Palestina Livre” e gritava palavras de ordem.

No Brasil

No último domingo (15/10), foi a vez da capital paulista a receber um movimento em defesa da Palestina. O ato aconteceu na avenida Paulista, onde os apoiadores pediram que Israel interrompa os bombardeios.

Eles utilizaram carro de som, faixas e cartazes. No mesmo dia, em Brasília, os participantes debateram o conflito sob a perspectiva do sofrimento da população palestina tanto hoje como ao longo das décadas de disputa de território com Israel.

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