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Na iminência de ser afastado de suas funções, conselheiro decidiu contra-atacar os colegas da Corte de Conta do Amazonas

O clima está “pesado” no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), onde os conselheiros estão, praticamente, em “estado de “guerra” desde a última eleição para a presidência do órgão.
O conselheiro Ari Moutinho, que poderá ser afastado do TCE-AM em decisão colegiada ainda a ser votada, decidiu partir para cima dos colegas e preparou pedido de investigação de todos os membros da Corte ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), conforme informou o jornalista Leandro Mazzini, da revista Isto É, em sua coluna desta sexta-feira (27/10).
Segundo Mazzini, Ari Moutinho solicita, na petição, a quebra de todos os sigilos bancários, fiscal e telemáticos – e até de parentes – de todos os conselheiros do TCE-AM. De acordo com o colunista, o pedido encaminhado ao STJ sugere apuração dos “votos cruzados” de conselheiros, indicando suspeitas em processos julgados no TCE-AM.
“A turma do ‘deixa-disso’ não teve sucesso. Vem uma prestação de contas, para valer”, escreveu Mazzini em sua coluna.
Tribunal não foi citado
O presidente do TCE-AM, Érico Desterro, afirmou em declaração ao portal Panorama Real, que desconhece a petição citada pelo colunista da Isto É, uma vez que o documento ainda não chegou ao Tribunal, e que, por este motivo, prefere não se pronunciar sobre o assunto neste momento. A equipe tentou, mas não obteve sucesso em falar com o conselheiro Ari Moutinho.

Afastamento
Em decisão monocrática proferida, na quinta-feira (26/10), o conselheiro Júlio Assis Corrêa Pinheiro decidiu afastar, de forma cautelar, o conselheiro Ari Jorge Moutinho da Costa Júnior de suas funções no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) até que seja concluído o processo em que ele é acusado de ter ofendido a conselheira Yara Lins, no último dia 3 de outubro, na esteira da eleição para a presidência do órgão. Na ocasião, segundo Yara, os insultos contra ela incluíram palavras como “puta,” “safada” e “vadia”.
No último dia 6 de outubro, a conselheira Yara Lins esteve na Polícia Civil do Amazonas, onde ela denunciou ter sido alvo de insultos de teor misógino proferidos pelo seu colega, o conselheiro, Ari Moutinho Júnior, momentos antes do início da eleição para a presidência da Corte de Contas, realizada no dia 3 de outubro. Na ocasião, segundo Yara, as ofensas contra ela incluíram palavras como “puta,” “safada” e “vadia”, termos que violam o Código de Ética do TCE-AM.
Medidas judiciais
No mesmo dia, Ari Moutinho se manifestou por meio de nota enviada à imprensa. Na ocasião, ele afirmou que ficou “estupefato” com as acusações feitas por Yara Lins e que iria acioná-la na Justiça. “Não comento mais essas falsas acusações e vou tomar as medidas judiciais cabíveis para me defender. A verdade sempre prevalece”, enfatizou Ari Moutinho, na época.