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Desembargadora aposentada morreu em São Paulo, aos 83 anos. A causa da morte não foi informada

A primeira mulher a presidir o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a desembargadora aposentada Marinildes Costeira de Mendonça Lima, morreu, na madrugada deste sábado (02/12), em São Paulo, aos 83 anos. A causa da morte não foi informada.
Em nota, a Presidência do TJAM lamentou o falecimento da desembargadora. “Por todo seu legado, o Tribunal de Justiça do Amazonas se solidariza com os familiares, filhos e amigos da Magistrada Marinildes Costeira de Mendonça Lima, na certeza de que a fé os confortará neste momento de dolorosa perda”, disse um trecho do documento assinado pela atual presidente do TJAM, desembargadora Nélia Caminha.
A morte de Marinildes Mendonça foi lamentada por várias autoridades amazonenses, incluindo magistrados, políticos e representantes de órgãos públicos do Amazonas, que divulgaram mensagens de condolências para expressar os pêsames pela perda da desembargadora aposentada.
Trajetória
Casada com o economista José Marcelo Castro Lima, a desembargadora deixa os filhos Rebeca de Mendonça Lima, juíza titular do Juizado da Infância e da Juventude Cível da Comarca de Manaus, atualmente designada como juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e José Marcelo Castro Lima Filho, notário e registrador, além de ser ex-presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Amazonas (Anoreg/AM).
Graduada em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Marinildes Costeira de Mendonça Lima foi a primeira mulher a galgar os mais altos cargos da carreira jurídica do Estado, tendo construído uma brilhante trajetória.
Promovida a desembargadora em 2002, foi a primeira mulher a assumir a presidência do Judiciário amazonense, ficando no comando da Corte Estadual entre os anos de 2002 e 2004. Antes, já havia ocupado os cargos de corregedora-geral de Justiça e de vice-presidente da Corte. De 2000 a 2002, ela exerceu a titularidade da Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas.
Justiça eleitoral
Marinildes Mendonça foi, também, a primeira juíza a exercer o cargo de corregedora do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), em 1995. Ela ocupou, ainda, a vice-presidência e a presidência da Corte Eleitoral. Ela presidiu a primeira eleição informatizada do Estado do Amazonas, em 1996.
A magistrada registra, ainda, em seu currículo, o fato de ter sido a segunda mulher a exercer constitucionalmente o Governo do Estado do Amazonas.