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Nascido na Itália, ele recebeu o título de Cidadão Amazonense, em 2019, pelo trabalho em prol das questões amazônicas
O físico Ennio Candotti, que foi o fundador e diretor-geral do Museu da Amazônia (Musa), morreu nesta quarta-feira (06/12), aos 81 anos. A causa da morte não foi divulgada.
Ennio Candotti foi uma figura ímpar, reconhecida por seu conhecimento e contribuições notáveis para o avanço da ciência no Brasil. Sua atuação em prol das questões amazônicas foi incansável ao longo de 15 anos, sendo um defensor apaixonado pelo estudo e preservação da biodiversidade da região.
Ele era graduado em Física pela USP (1964) e pela Università degli studi di Napoli (1972). Também participou da criação de “Ciência Hoje” e “Ciência Hoje das Crianças” e da “Ciência Hoy” da Argentina. Foi editor de “Ciência Hoje” de 1982 a 1996 e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), por quatro vezes.
Repercussão
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), por meio de uma publicação nas redes sociais, lamentou a morte do cientista ítalo-brasileiro. O secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, também falou sobre a morte do cientista e relembrou o momento que propôs que o diretor do MUSA recebesse o título de Cidadão Amazonense.

“Perdemos hoje o professor Ennio Candotti. Um nome nacional, um cientista que dedicou a vida inteira à ciência e à tecnologia. Nos últimos anos, dedicou-se exclusivamente à Amazônia. Presidia o Musa, que é a Manaus que Manaus não conhece. Nas fotos, o merecido título de Cidadão do Amazonas durante sessão especial em 2019, projeto de minha autoria, aprovado por unanimidade pela casa legislativa. Meus sentimentos à família”, disse
A página oficial do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) relembrou a importância do professor Ennio Candotti para a ciência em defesa da Amazônia.
“Seu legado será eternamente lembrado como exemplo de dedicação, comprometimento e amor pela ciência. A comunidade científica perde um grande líder, mas suas ideias e realizações continuarão a inspirar futuras gerações de pesquisadores”, diz um trecho da publicação.