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No acumulado até novembro, as vendas alcançaram 57,5 milhões de toneladas, 1,8% inferior quando comparado ao mesmo período de 2022
As vendas de cimento somaram 5,3 milhões de toneladas em novembro de 2023, uma queda de 1,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), as mudanças climáticas extremas, a combinação de taxa de juros elevada e endividamento que atingiu 76,6% das famílias brasileiras impactaram negativamente o consumo das famílias.
No acumulado até novembro, as vendas alcançaram 57,5 milhões de toneladas, 1,8% inferior quando comparado ao mesmo período de 2022.
“Em um mês tradicionalmente forte em vendas para o setor, a comercialização de cimento segue afetada negativamente pelas condições climáticas extremas, somada às incertezas em relação aos rumos da economia e endividamento das famílias”, disse Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC.
No momento em que líderes mundiais discutem alternativas para mitigar as alterações climáticas, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), participaram da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP28, em Dubai. O presidente da ABPC/SNIC, Paulo Camillo Penna, representou a cadeia produtiva do cimento em debates sobre a agenda de sustentabilidade do setor e enfrentamento da mudança climática, no estande da Confederação Nacional da Indústria – CNI.
Seca no Amazonas
Por conta da estiagem histórica no Amazonas neste ano, o cimento praticamente sumiu das lojas nesse período. Estabelecimentos que ainda tinham o produto em estoque ofereceram o saco mais caro. Alguns comércios chegaram a limitar a venda em, no máximo, três unidades por cliente.
Antes o preço do cimento era uma média de R$ 52. Atualmente, a saca do produto custa R$ 140. Um aumento de 169%. Com o aumento, muitos amazonenses precisaram paralisar as obras.
Esperança
Com o aumento no nível dos rios, as fábricas de cimento estão confiantes que os insumos vão chegar e mais produtos serão colocados no mercado. Nos últimos dias, segundo o do Comitê Intersetorial de Enfrentamento à Situação de Emergência Ambiental, o nível do Rio Negro, em Manaus, subiu 52 centímetros.