Ramagem monitorou adversários e pode ter ajudado filhos de Bolsonaro, diz PF

A investigação da Polícia Federal sobre a atuação da Abin também investiga se foram repassadas informações sobre investigações em andamento para Jair Renan e Flávio Bolsonaro

Alexandre Ramagem, deputado e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chancelou monitoramentos ilegais feitos pelo órgão enquanto chefiava o órgão. A informação foi repassada nesta quinta-feira (25/01) por fontes da Polícia Federal que participam da investigação à CNN. A defesa do deputado não se manifestou sobre as revelações.

A investigação da Polícia Federal sobre a atuação da Abin também investiga se foram repassadas informações sobre investigações em andamento para Jair Renan e Flávio Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No caso de Jair Renan, a Abin teria atuado para ajudar o filho do presidente que era alvo de investigação pela PF sobre as relações com empresas que mantinham e tinham interesse em contratos com o governo federal.

Ramagem

Ainda conforme as fontes à CNN, Ramagem também anulou processos disciplinares que corriam contra dois servidores que fizeram uso do servidor de monitoramento FirstMile para escutas ilegais e que seriam demitidos.

Um policial ouvido pela PF confirmou que trabalhava diretamente com Ramagem e que recebeu a missão de levantar informações sobre o caso investigado.

Ramagem entrou para a PF como delegado em 2005 e chefiou a equipe de segurança de Jair Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, depois do atentado a faca em Juiz de Fora (MG). A partir daí, se tornou amigo próximo da família do presidente.

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