ONU denuncia execuções extrajudiciais de Israel em hospital de Jenin

A operação israelense, realizada no Hospital Ibn Sina, em Jenin, que deixou três mortos, foi denunciada pelas Nações Unidas, nesta quarta-feira (30/01). Segundo a ONU o atentado “indica execução extrajudicial planejada”.

Israel alegou que os mortos estavam planejando ataques terroristas a israelenses em breve. No entanto, a ONU informou que entre os três palestinos mortos na operação está um jovem de 18 anos com paralisia parcial devido a ferimentos sofridos num ataque aéreo em Jenin, no norte da Cisjordânia. Ele estava deitado numa das camas do hospital quando foi baleado na cabeça.

Em relatório diário sobre o conflito, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (Ocha) reiterou as dificuldades de envio de ajuda para a Faixa de Gaza, especialmente para a metade norte do enclave, onde as autoridades israelenses negaram o acesso a 29 das 51 missões planejadas para janeiro.

“A maioria das missões permitidas estava relacionada com a distribuição de alimentos, mas as que visavam a apoiar hospitais ou unidades de saúde foram, em sua maioria, negadas”, lamentou o Ocha.

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