Por um ‘propósito santo’, Silas Câmara diz que vai lutar para reverter cassação

Com o placar de quatro votos a dois, o líder da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) foi cassado nesta quarta-feira (31/01)

Silas Câmara é líder da bancada evangélica e foi cassado por gastos ilícitos (Foto: Divulgação)

O deputado federal cassado, Silas Câmara (Republicanos), usou as próprias redes sociais para comentar, por meio de nota emitida pela assessoria jurídica, a cassação do mandato de deputado federal aprovada em votação pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), na manhã desta quarta-feira (31/01). Ele vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com a nota, a decisão pela cassação é contrária a posição anterior do próprio TRE-AM, que aprovou as contas de Silas Câmara na eleição de 2022. Justamente nesse pleito, ele foi acusado por gastos ilícitos na campanha.

Silas Câmara gastou o valor de R$ 396,5 mil com aluguel de aviões para visitar o interior do Estado durante a campanha eleitoral do ano passado. Entre os beneficiados estão o seu irmão, deputado estadual, Dan Câmara (PSC) e outros passageiros, incluindo crianças.

“A Assessoria Jurídica do Deputado Federal Silas Câmara informa que o parlamentar recorrerá da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Amazonas, reafirmando seu compromisso com a defesa legal de seu mandato, conquistado com muito trabalho, união, por um propósito santo, de forma limpa e honesta. A decisão foi formada por pequena maioria de votos e contrariou a posição anterior do próprio TRE-AM, que aprovou as contas do Deputado. A confiança na reversão do julgamento é total e o Deputado continuará no exercício pleno de suas responsabilidades enquanto aguarda a apreciação do caso em definitivo pela Justiça Eleitoral”, diz o texto publicado.

Cassação

Com o placar de quatro votos a dois, o líder da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) foi cassado. Além do relator do processo, o juíz Pedro de Araújo Ribeiro, votaram pela cassação a vice-presidente do TRE-AM, Carla Reis, e os juízes Fábricio Frota Marques e Marcelo Soares. Os contra foram os juízes Marcelo Vieira e Victor Liuzzi.

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