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Durante o encontro, vereadores ligados à direita insistiram na investigação do trabalho social do padre Julio Lancellotti na região central da capital paulista
Brasil de Fato – A Câmara Municipal de São Paulo voltou aos trabalhos nesta terça-feira (06/02) tendo como ato inaugural a reunião do Colégio de Líderes, com representantes dos partidos que compõem a Casa. Durante o encontro, vereadores ligados à direita insistiram na investigação do trabalho social do padre Julio Lancellotti na região central da capital paulista.
O pedido da CPI das ONGs foi protocolado em dezembro do ano passado e é o último, em uma fila de outros 45 pedidos de instalação de comissões (ver relação no fim da matéria) que estão parados na gaveta do presidente da Câmara Municipal, o vereador Milton Leite (União Brasil), que tem ignorado principalmente as propostas que pretendem investigar o governo de Ricardo Nunes (MDB), do qual faz parte da base.
Entre os pedidos na gaveta de Milton Leite, estão as investigações da privatização do serviço funerário; da displicência da Prefeitura nas enchentes recorrentes em áreas periféricas; e atuação dos servidores municipais na retirada de bens da população em situação de rua.
Na abertura da reunião do Colégio de Líderes, Milton Leite anunciou que 2024 é o último ano em que trabalhará como vereador e que não disputará a reeleição, depois de sete mandatos na Câmara Municipal. Em suas palavras, pretende aprovar “demandas dos parlamentares” em 2024, mas tratou apenas da CPI pretendida por seu correligionário, Rubinho Nunes (União Brasil).
A expectativa dos vereadores de direita era que a CPI fosse instalada neste primeiro dia, com aval do presidente da Casa. Leite, no entanto, decidiu adiar a definição para a reunião do Colégio de Líderes que ocorrerá após carnaval, no dia 20 de fevereiro.