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Preço do litro da gasolina é comercializado a quase R$ 7 em Manaus

Desde o último sábado (12/10), o motorista tem se surpreendido com o novo preço da gasolina nos postos de Manaus. O litro que era R$ 6,89 passou a ser R$ 6,99 – um aumento de R$ 0,10 que parece pequeno, mas impacta no bolso do consumidor.
O reajuste que indignou os motoristas aconteceu sem aviso prévio ou justificativas claras por parte dos postos, que são abastecidos pela Refinaria da Amazônia (Ream), que passou a ser administrada pelo grupo Atém desde o final de 2022 quando foi privatizada no “apagar das luzes” do governo Bolsonaro.
O último aumento havia ocorrido em julho deste ano, quando o combustível subiu R$ 0,60 mesmo com redução no valor de venda da gasolina no restante do país.
“Parece que está ficando cada vez pior. Daqui a pouco não teremos condições de continuar oferecendo o serviço por aplicativo por conta do preço da gasolina. É muito caro pagar quase sete reais no litro do combustível”, declarou o motorista de aplicativo, Dário Cid.
A motorista Elizandra Amaral, de 50 anos, disse que apesar de pequeno, o reajuste obriga o trabalhador a tirar dinheiro da educação e alimentação para poder continuar a abastecer o veículo.
“Se há aumento, o trabalhador vai precisar tirar esse aumento de algum lugar. Muita das vezes é da boca dos próprios filhos. Todo mundo precisa se locomover e as empresas que coordenam a refinaria sabe disso, fazendo de um bem precioso e comum, algo para arrecadar mais lucro”, disse ela.
Refinaria privatizada por Bolsonaro
Ao Panorama Real, o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), Marcos Ribeiro, criticou a privatização da Ream.
“A única refinaria do Estado, privatizada no governo Bolsonaro, levou ao monopólio do setor nas mãos de um grupo privado. Hoje, o povo amazonense paga a gasolina mais cara do país, resultado de uma política inconsequente”, disse.
Procon-AM
Em nota, o Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) afirma que “o reajuste de combustível, no caso da refinaria privatizada que é operante em Manaus, segue os critérios próprios que consideram a política de preços internacionais, condições de mercado, impostos e custo de produção”.