Seis deputados antecipam voto em Cidade após STF determinar nova eleição para presidência da Aleam

Alessandra Campelo foi uma das deputadas que apoiaram Cidade em uma nova eleição (Foto: Divulgação)

Na sessão desta terça-feira (29/10), deputados do Amazonas anteciparam voto em Roberto Cidade (União Brasil) caso haja uma nova eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O apoio público acontece logo após o ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal (STF) anular a eleição de Cidade para o biênio 2025-2027.

Cabo Maciel (PL), Sinésio Campos (PT), Alessandra Campelo (Podemos), Felipe Souza (PRD), Thiago Abrahim (União Brasil) e Doutor Gomes (Podemos) declaram publicamente que vão apoiar Roberto Cidade em uma nova eleição.

“Quem é presidente desta Casa somos nós. Somos nós que votamos, que ouvimos, que trabalhamos aqui. Nós é quem sabemos quem é bom para nós aqui dentro, quem é bom pra conduzir este Poder. Quero que vossa excelência conte com meu voto. Pra mim não interessa o que vem, e de onde vem”, disse o deputado Cabo Maciel.

“Deputado Roberto Cidade, vossa excelência em nenhum momento utilizou instrumentos ou ferramentas como presidente para ser reconduzido. Todos e todas estavam muito cientes que nós queríamos pacificar cada vez mais o parlamento estadual. Pode ter cinco, dez eleições, Roberto Cidade continuará sendo nosso presidente”, afirmou Sinésio Campos.

Alessandra Campelo lembrou que a reeleição de Cidade foi por unanimidade e afirmou que não procede a alegação de falta de representatividade.

“Naquele momento, a votação foi por unanimidade. Então, não dá nem para dizer que a algum grupo de dentro da Assembleia não está representado nesta mesa já que a votação foi unânime. Se tivermos que realizar uma nova eleição, o senhor conta com meu voto”, afirmou Alessandra Campelo.

Perseguição

Cidade disse que a Casa vai avaliar se promove nova eleição, mas antecipou que está apto a concorrer ao cargo. Ele classificou a ação judicial do partido Novo como “ação política” e atribuiu à candidata a vice-prefeita Maria do Carmo Seffair, que é da sigla, a responsabilidade pelo movimento contra ele.

“Essa ação foi fruto dessa eleição para prefeitura. Quem entrou com essa ação foi o partido Novo, a candidata à vice do capitão Alberto Neto. Foi ela que entrou com essa ação contra essa Casa. É uma ação política, que tenta desfazer uma construção desse pleito. Queriam me prejudicar se eu fosse para o segundo turno”, disse Cidade.

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