Irã nega plano para matar Trump e afirma que acusações dos EUA são ‘totalmente infundadas’

Trump ordenou o assassinato de general iraniano Qassem Souleimane

O Irã negou, neste sábado (09/11), as alegações dos Estados Unidos de que o país persa estaria envolvido numa suposta tentativa de assassinato do presidente eleito, Donald Trump, classificando essas acusações de “totalmente infundadas”. A negativa iraniana ocorre um dia após autoridades judiciais norte- americanas terem anunciado, na sexta-feira (08/11), o indiciamento de um “agente do Irã” acusado de ter recebido ordens de Teerã para cometer assassinatos.

“O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Esmail Baghai, considera completamente infundadas e rejeita as alegações de que o Irã está envolvido numa tentativa de assassinato contra antigos ou atuais funcionários americanos”, afirma um comunicado publicado pela diplomacia iraniana.

Farhad Shakeri, um afegão de 51 anos, que já cumprir 14 anos de prisão nos Estados Unidos por roubo, é acusado de ter recrutado criminosos comuns em nome dos Guardas da Revolução, o exército ideológico da República Islâmica, segundo documentos judiciais.

“Este agente do regime iraniano foi encarregado pelo regime de liderar uma rede de cúmplices criminosos para executar os planos de assassinato do Irã contra seus alvos, incluindo o presidente eleito Donald Trump”, disse o ministro da Justiça, Merrick Garland, num comunicado emitido pelo seu gabinete.

Segundo o sistema de Justiça norte-americano, as acusações se baseiam em conversas telefônicas entre agentes do FBI e Farhad Shakeri, que pretendia obter uma redução de sua pena nos Estados Unidos, segundo a acusação. O Irã nega veementemente essas alegações.

Suposta retaliação

Segundo os Estados Unidos, o Irã “teria planos de matar” o político norte-americano em retaliação pelo assassinato do famoso general da Guarda Revolucionária, Qassem Souleimane, ocorrido no dia 3 de janeiro de 2020, no Iraque, após um ataque de drones ordenado por Donald Trump, durante seu primeiro mandato, de acordo com o Ministério da Justiça da Defesa.

Com informações das agências internacionais e iranianas

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