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O ano de 2024 já é o mais mortal para os trabalhadores humanitários. Neste ano, 281 pessoas que atuam em ações humanitárias foram mortas em todo o mundo, informou, nesta sexta-feira (22/11), o chefe humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU), o diplomara britânico Tom Fletcher.
Esse número supera o registrado em 2023, até então o mais letal, quando 280 profissionais desta área foram mortos ao longo de todo aquele ano em 33 países. Essa triste realidade se deve principalmente ao terrorismo do Estado de Israel, que é responsável por mais de 63% dos assassinatos dos trabalhadores humanitários em todo o mundo em 2024.
“Os trabalhadores humanitários estão sendo mortos a um ritmo sem precedentes, e a sua coragem e humanidade são recebidas com balas e bombas”, disse Tom Fletcher. Ele classificou o número de trabalhadores humanitários mortos como “marco sombrio”, destacando que a violência contra eles “é injusta e devastadora para as operações de ajuda”.
Faixa de Gaza
Segundo a ONU, 178 trabalhadores humanitários mortos em 2024 foram assassinados por Israel nos territórios palestinos ocupados, incluindo a Faixa de Gaza. Esse número representa 63,3% total de mortes desses profissionais registradas neste ano no mundo. “Os Estados e as partes em conflito devem proteger os humanitários, defender o direito internacional, processar os responsáveis e encerrar esta era de impunidade”, disse Fletcher.
Além dos territórios palestinos ocupados, trabalhadores humanitários foram sujeitos a raptos, ferimentos, assédio e detenções arbitrárias em vários países, como Afeganistão, República Democrática do Congo, Sudão e Ucrânia. A maioria das mortes envolve funcionários locais que trabalham com organizações não governamentais, agências da ONU e o movimento Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, disse a ONU.
“A violência contra o pessoal humanitário faz parte de uma tendência mais ampla de danos aos civis em zonas de conflito”, alertou Fletcher.
Segundo a ONU, em 2023, foram registadas mais de 33 mil mortes de civis em 14 conflitos armados, alta de 72% em relação a 2022. Em maio deste ano, o Conselho de Segurança da ONU adoptou uma resolução em resposta ao aumento da violência e das ameaças contra os trabalhadores humanitários.
Com informações das agências internacionais de notícias