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Um relatório da Anistia Internacional repercutido mundialmente nesta sexta-feira (06/12) diz que Israel comete genocídio contra palestinos na guerra na Faixa de Gaza. É a primeira vez que a organização faz uma acusação do tipo durante um conflito armado ativo.
Após meses de análises de incidentes no território palestino e de declarações de autoridades de Tel Aviv, o grupo de direitos humanos com sede em Londres disse ter chegado à conclusão de que o limiar legal para o crime foi atingido.
A Convenção de Genocídio de 1948, promulgada após o assassinato em massa de judeus no Holocausto nazista, define genocídio como “atos cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”.
“Mês após mês, Israel tem tratado os palestinos de Gaza como um grupo sub-humano, indigno de respeito pelos direitos humanos e pela dignidade, demonstrando sua intenção de destruí-los fisicamente”, afirmou a secretária-geral da organização, Agnès Callamard, em um comunicado. “Nossas conclusões impactantes devem servir para chamar a atenção da comunidade internacional: isto é um genocídio.”
A secretária-geral disse ainda que a Anistia não estava tentando provar a ocorrência de um genocídio, mas, após revisar as evidências e declarações coletivamente, essa era a única conclusão possível. “A afirmação de que a guerra de Israel em Gaza visa apenas desmantelar o Hamas e não destruir fisicamente os palestinos como grupo nacional e étnico simplesmente não se sustenta sob escrutínio”, completou.
Com informações de agências internacionais