Grupos armados derrubam regime que comandou a Síria por 61 anos; Bashar Al-Assad teria fugido do país

Fotos do presidente da Síria foram destruídas por grupos armados (Foto: Reprodução Redes Sociais)

A Síria caiu nas mãos da Al-Qaeda e de outros grupos terroristas, na madrugada deste domingo (08/12), após facções armadas terem conquistado praticamente todo o país, incluindo a capital Damasco, de forma rápida e sem enfrentar resistência por parte dos soldados do Exército sírio. De acordo com informações da mídia árabe, o presidente Bashar Al-Assad teria fugido para a Rússia, aliada do antigo regime baathista que comandou a Síria por 61 anos.

Alguns veículos de comunicação chegaram a noticiar que um avião – que supostamente transportava Al-Assad -, teria sido abatido dentro do território sírio, logo após decolar do Aeroporto Internacional de Damasco. A fuga para a Rússia e a queda da aeronave não foram confirmadas ainda.

O triunfo dos terroristas na Síria, que contam com o apoio militar aberto da Turquia e de Israel, além da conivência dos países ocidentais e árabes, ocorre após dez dias do início do ataque em massa promovido por várias facções armadas lideradas pelo Haya Tahrir Al-Sham (HTS), grupo que possui vínculos com Al-Qaeda. A ofensiva teve início no dia 27 de novembro, mesmo dia que entrou em vigor um cessar-fogo no Líbano entre Israel e o Hezbollah, após quase dois meses de guerra intensa.

Por conta da trégua, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez ameaças diretas contra o presidente Bashar Al-Assad e a Síria. O governo israelense é acusado de ser um dos patrocinadores dos grupos terroristas que atuam no território sírio.

Ex-primeiro-ministro comandará o país interinamente

Em discurso televisionado, o ex-primeiro-ministro da Síria, Mohammad Ghazi al-Jalali, pediu aos cidadãos que não vandalizem os prédios públicos, uma vez que eles pertencem ao povo sírio. Ele deverá ficar no comando do país até a escolha dos novos governantes, ressaltando que quer garantir o funcionamento das instituições públicas.

“Estendemos a mão à ‘oposição’ que estendeu a mão e afirmou que não prejudicará ninguém que pertença a este país. Peço a todos que pensem racionalmente e pensem sobre o país”, disse al-Jalali.

Sobre esse assunto, o chefe da Al-Qaeda na Síria, Ahmed Al-Sharaa, conhecido pelo nome de guerra de “A-Joulani’, decretou que todas as forças de oposição em Damasco estão proibidas de assumir instituições públicas, pois elas “permanecerão sob a supervisão do ex-primeiro-ministro até que sejam entregues oficialmente”. “Tiros comemorativos também são proibidos”, disse Al-Joulani em uma declaração para os grupos armados.

“Novo capítulo”

Por sua vez, os grupos armados afirmam que o fim do governo de Al-Assad marca um novo capítulo na história da Síria. “Após 50 anos de opressão sob o governo baathista e 13 anos de criminalidade, tirania e deslocamento, e após uma longa luta, confrontando todos os tipos de forças de ocupação, declaramos hoje, 8 de dezembro de 2024, o fim daquela era sombria e o início de uma nova era para a Síria”, disseram os terroristas em uma declaração.

Com informações das agências internacionais de notícias

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