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O papa Francisco voltou a criticar, neste domingo (22/12), durante a oração do Angelus, a matança indiscriminada que o regime sionista de Israel comete contra civis palestinos na Faixa de Gaza há quase 14 meses. O genocídio cometido pelos israelenses já deixou mais de 45 mil mortos no território palestino, segundo os dados do Ministério da Saúde da Palestina, considerados confiáveis pela ONU.
Somente neste domingo, bombardeios realizados por Israel deixaram ao menos 28 pessoas mortas na Faixa de Gaza. Segundo a Defesa Civil local, entre as vítimas estão quatro crianças, alvejadas em uma escola para pessoas deslocadas.
“Com dor, penso em Gaza, em tanta crueldade, nas crianças metralhadas, nos bombardeios de escolas e hospitais. Quanta crueldade!”, declarou o religioso em sua residência, a Casa Santa Marta, no Vaticano, durante a oração, na qual fez questão de mostrar sua comoção com a população palestina.
No sábado (21/12), o papa Francisco já havia expressado tristeza com a morte de sete crianças em ataques realizados pelos agressores israelenses na última sexta-feira (20/12) na Faixa de Gaza. Segundo a Defesa Civil palestina, 10 integrantes de uma mesma família morreram em um bombardeio israelense em Jabalia, no norte do território palestino. “Não é guerra, é uma crueldade. Falo isso porque é algo que me comove”, afirmou em uma audiência com membros da Cúria, o governo da Santa Sé.
Após as declarações do papa Francisco, o governo terrorista de Israel, por meio de um comunicado, acusou de forma cínica o líder católico de “duplas morais” e disse que o regime israelense, que é acusado de genocídio na Corte Internacional de Justiça, não deveria ser criticado porque “promove a democracia”.
Com informações da agências internacionais de notícias