Amazonas registra a maior redução de mortalidade materna dos últimos dez anos

O acompanhamento no pré-natal é uma etapa crucial para mitigar os riscos de intercorrência durante a gestação e parto (Foto: Divulgação/SES)

O Amazonas registrou a redução de 49,2% na mortalidade materna, em relação a 2023, segundo dados informados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) na sexta-feira (03/01). Este é o melhor resultado dos últimos dez anos. O cálculo da redução é baseado na quantidade de óbitos maternos para cada 100 mil bebês nascidos vivos.

A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, atribui a queda a uma série de ações e investimentos para reforçar a rede de assistência materno infantil. Dentre elas, a melhoria da infraestrutura das maternidades, aumento da oferta de consultas pré-natal de alto risco nas policlínicas, treinamento das equipes e adoção de novos protocolos de atendimento.

“O acompanhamento no pré-natal é uma etapa crucial para mitigar os riscos de intercorrência durante a gestação e parto. Quando se trata de gravidez de alto risco essa assistência é ainda mais necessária”, explica.

Ela também destaca a elaboração de notas técnicas, estabelecendo protocolos de assistência materno infantil em diferentes áreas, como partograma, que é um instrumento para acompanhar a evolução do parto, sumário de alta, acesso ao pré-natal de alto risco, à laqueadura e vasectomia, entre outras medidas.

“São normas que tem como objetivo desenvolver padrões de atendimento na rede de saúde, para que as mulheres tenham um acompanhamento integral em toda e qualquer unidade”, acrescenta.

A SES implementou um protocolo para análise da causa raiz dos óbitos maternos nos municípios. “É a partir dessa análise que conseguimos desenvolver novas orientações para evitar outras intercorrências”, frisa.

Durante todo o ano, a SES-AM realizou diversos treinamentos das equipes, com o intuito de atualizar e preparar os profissionais que atuam na rede, para os atendimentos. Entre as capacitações estão o Fórum Perinatal; oficina de saúde indígena para prevenção da mortalidade materna, infantil e fetal; treinamento em direito das mulheres e lei do acompanhante; síndromes hipertensivas na gestação; pré-natal de qualidade para um parto seguro, entre outros.

As sete maternidades da rede estadual de saúde, disse a secretária, se empenharam na realização de um trabalho de excelência. Hoje, todas possuem o selo de “Iniciativa Hospital Amigo da Criança” (IHAC), do Ministério da Saúde. O selo é concedido a maternidades que investem em capacitação de pessoal e aprimoramento de processos, visando ao incentivo ao aleitamento materno exclusivo, cuidado respeitoso e humanizado à mulher durante o pré-parto, parto e pós-parto.

Com informações da assessoria

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