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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em pesquisa divulgada na semana passada, identificou três Estados da Região Norte com os maiores preços de gasolina no Brasil. Acre, Rondônia e Amazonas tem preços que variam de R$ 7,49 a R$ 7,89, enquanto o preço médio no restante do País é R$ 6,15.
O valor do refino da gasolina na Refinaria do Amazonas (Ream), administrada pelo grupo Atem, caiu cerca de 2,43% em dezembro de 2024 e foi mantido na atualização da tabela em 3 de janeiro de 2025. Apesar da redução do preço na refinaria, o valor do produto nos postos de combustíveis da capital do Amazonas segue sem alteração e permanece alto.
O preço cobrado por cada litro do derivado do petróleo era de R$ 3,92 na atualização da Ream em 20 de dezembro do ano passado. O valor caiu para R$ 3,82 sete dias depois e foi mantido na primeira atualização deste ano.
Apesar da redução, a gasolina nos postos de combustíveis segue sendo vendida a R$ 6,99. O valor foi reajustado em 12 de outubro de 2024. Desde a privatização da Ream, ocorrida em dezembro de 2022, ainda no governo Bolsonaro, o aumento do preço da gasolina para o consumidor amazonense foi de 36,65%.
O Grupo Atem, responsável pela refinaria e o maior número de postos de gasolina no Amazonas, diz que se não tiver mais incentivos nas atividades na refinaria, o preço irá subir ainda mais. Já o Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) contesta essa informação.
Conforme Marcus Ribeiro, presidente da entidade de classe, há duas soluções para que o preço dos combustíveis no Estado seja reduzido.
“A primeira solução é a Petrobras e o Governo do Amazonas se empenharem para reestatizar a refinaria. Outro caminho é a Petrobras fazer outros projetos no setor de refino, seja em construir uma refinaria para processar o óleo de Urucu. Então isso seria uma porta de entrada para a Petrobras concorrer com o mercado aqui no nosso Estado”, avaliou.
Ainda conforme o Sindipetro-AM, um dos motivos do preço do combustível está caro no Amazonas é que a refinaria importa combustível há pelo menos 10 meses e por, esse motivo, o preço do combustível está alto.
“Essa realidade evidencia que os verdadeiros beneficiados são os interesses privados de um grupo econômico que já demonstra exercer enorme influência política no Estado, e não a população do Amazonas, que segue pagando uma das gasolinas mais caras do país. O Sindipetro-AM também cobra uma postura firme do Governo Federal para barrar essas práticas e proteger o patrimônio público, garantindo que as riquezas do Estado sejam revertidas para o benefício do povo trabalhador”, diz um comunicado emitido pela entidade.