Catar anuncia cessar-fogo na Faixa de Gaza a partir do próximo domingo (19/01)

Mais de 48 mil pessoas morreram em Gaza desde o início dos conflitos (Foto: Reprodução)

Após 467 dias de genocídio na Faixa de Guerra, palestinos foram as ruas para celebrar um acordo de cessar-fogo que foi anunciado, nesta quarta-feira (15/01), pelo Catar, um dos países mediadores entre Israel e o grupo palestino Hamas.

O anúncio oficial foi feito pelo primeiro-ministro da Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, responsável pelas reuniões com os negociadores do Hamas e israelenses. O acordo também envolveu negociadores do Egito.

“Esperançosamente, esta será a última página”, declarou o primeiro-ministro catari sobre a guerra.

Logo após a notícia do cessar-fogo, moradores de Gaza e de Israel foram para as ruas celebrar o acordo.

Cessar-fogo

Conforme informações das autoridades cataris, o cessar-fogo entrará em vigor oficialmente às 12h15 (horário local) do próximo domingo (19/01). O acordo abrange oito pontos fundamentais que prevêem, entre outras medidas, a retirada total das tropas invasoras israelenses da Faixa de Gaza, a abertura das passagens terrestres, a entrada de ajuda humanitária em larga escala, o retorno dos refugiados, a construção da infraestrutura local – incluindo os hospitais destruídos por Israel -, e a libertação de prisioneiros palestinos e israelenses.

Os termos do esperado acordo de cessar-fogo, mediado pela mediação internacional e patrocinado pelo Catar e Egito:

Primeiro: A retirada das forças “israelenses”:

Uma retirada completa de todas as áreas da Faixa de Gaza, incluindo os eixos de Netzarim e Filadélfia, em etapas.

Segundo: Abertura das travessias:

1- Abrir completamente a passagem de Rafah para garantir a circulação de mercadorias e ajuda humanitária.

2- Trazer 600 caminhões de ajuda diariamente, de acordo com um protocolo humanitário patrocinado pelo Estado do Catar.

Terceiro: Alívio e abrigo para os afetados:

1- Trazer 200.000 tendas e 60.000 caravanas para fornecer abrigo urgente.

2- Reabilitar os hospitais do setor e introduzir equipes médicas, cirúrgicas e hospitais de campanha.

Quarto: Libertação de prisioneiros:

1 Troca de prisioneiros, incluindo a libertação de 1.000 prisioneiros palestinos, incluindo mulheres e crianças menores de 19 anos.

2- Entregar 33 prisioneiros israelenses, vivos e mortos, com negociações a serem concluídas em etapas posteriores para entregar o restante dos prisioneiros.

Quinto: O retorno dos deslocados e a liberdade de circulação:

1- O retorno dos deslocados às suas áreas de residência no norte e sul da Faixa de Gaza sem inspeção, e garantindo a liberdade de circulação entre as áreas.

2- Retirada gradual das áreas ocupadas na Faixa de Gaza.

Sexto: Parar as missões aéreas:

A ausência de aeronaves israelenses no espaço aéreo da Faixa de Gaza por 8 a 10 horas por dia.

Sétimo: A fase de implementação

A primeira fase do acordo será implementada ao longo de um período de 6 semanas, seguida pela segunda e terceira fases para concluir os itens acordados.

Oitavo: Reabilitação de áreas danificadas:

Reabilitação de hospitais e infraestruturas básicas para garantir a prestação de serviços à população.

A primeira fase do cessar-fogo deverá durar seis semanas e será seguida de outras duas etapas.

Autoridades dos EUA comemoram

Em final de mandato, Joe Biden comemorou o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas.

“Hoje, depois de muitos meses de diplomacia intensiva pelos Estados Unidos, junto com Egito e Qatar, Israel e Hamas chegaram a um cessar-fogo e acordo de reféns. Minha diplomacia nunca cessou seus esforços para fazer isso – falarei mais sobre isso em breve”, disse o presidente dos Estados Unidos.

Nas redes sociais, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump disse: “Temos um acordo para os reféns no Oriente Médio. Eles serão libertados em breve”, escreveu.

Genocídio em Gaza

O genocídio na Faixa de Gaza matou mais de 48 mil pessoas em apenas 15 meses de agressões militares israelense.

Esse número, porém, deverá ser maior uma vez que muitos palestinos ainda não foram retirados dos escombros por terem sido impedidos pelos terroristas israelenses.

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