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A viagem feita pelo vereador bolsonarista, Coronel Rosses (PL), para participar de um curso da extrema-direita e, também, da posse do presidente Donald Trump nos Estados Unidos, foi durante criticada pela população manauara nesta segunda-feira (20/01), após a Câmara Municipal de Manaus (CMM) divulgar o passeio como ação parlamentar no perfil oficial da Casa Legislativa no Instagram.
“Esses vereadores fazendo farra com dinheiro público pra puxar saco de gringo (e trazer ideias extremistas pra cá) enquanto a cidade se acaba com as chuvas. Manauara médio não sabe mesmo votar e muito menos cobrar essas asneiras”, declarou uma internauta no post feito pela CMM.
“Experiências para atuar em Manaus – o dinheiro público sendo gasto à toa e sob nenhum tipo de justificativa aceitável”, declarou outro seguidor no mesmo espaço.
O perfil identificado como Júnior Albuquerque engrossou o tom e questionou qual é a obrigação de um vereador. “Esses vereadores de Manaus não servem pra nada, só torrar o dinheiro do povo com leseira. Não fiscalizam nem a buraqueira que tá a Cosme Ferreira, próximo do João Lúcio”.

A reportagem questionou a CMM sobre o uso de verba pública para viagem particular fora da função de um vereador. No entanto, a assessoria pediu que a assessoria do Coronel Rosses fosse procurada para a obtenção de mais esclarecimentos sobre o assunto.
“Viagem com recursos próprios”
Por sua vez, a assessoria do vereador bolsonarista declarou que a viagem foi custeada com recursos próprios e que a CMM foi comunicada com antecedência sobre a ausência dele durante essa semana.
Segundo o próprio Coronel Rosses, em solo norte-americano, ele teria participado de “um curso de imersão voltado para o conhecimento da política norte-americana que abordou temas como geopolítica, bigtechs, políticas internacionais e relações entre os países”, e, também, do jantar de posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao lado de Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, o vereador foi o único amazonense a participar da comitiva brasileira com integrantes da extrema-direita.
“Estou aqui nos Estados Unidos onde participei de um curso com parlamentares brasileiros sobre a direita e irei participar do jantar de posse do Donald Trump. Sou um soldado do Bolsonaro, ele me ajudou a me eleger e irei representar o presidente em todos os cantos do mundo se precisar”, declarou o parlamentar em release divulgado pela assessoria dele antes da posse de Trump.