Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br

A segunda etapa da troca de prisioneiros prevista no acordo de cessar-fogo entre Hamas e Israel entrou em vigor, neste sábado (25/01), com a libertação de quatro militares mulheres israelenses em troca de 200 cativos palestinos, a maior parte deles condenados pelos tribunais da ocupação sionista à prisão perpétua. A entrega foi realizada na Praça Palestina, na Cidade de Gaza, para representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
As prisioneiras israelenses vestiam roupas militares e estavam sorridentes, aparentando boa saúde. Elas apareceram ao lado de membros da resistência palestina em uma plataforma erguida na praça e testemunharam a assinatura do acordo de entrega entre um representante das Brigadas Qassam – braço armado do Hamas -, e outro da Cruz Vermelha.
As militares foram identificadas como Karina Ariev, Daniella Gilboa, Naama Levy, todas de 20 anos, e Liri Albag, de 19. As quatro soldados foram capturadas em 7 de outubro de 2023, na base militar de Nahal Oz, uma das unidades israelenses pela opressão ao povo palestino na Faixa de Gaza.
Referindo-se às boas condições das prisioneiras no momento de sua libertação, uma plataforma de mídia israelense disse que as condições delas eram boas: “Não há necessidade de transferi-las urgentemente para Soroka e Barzilai (hospitais israelenses). elas estão sendo evacuadas para Beilinson (o local onde as prisioneiras são recebidas)”.
Após a libertação delas, Israel libertou 200 palestinos que estavam em seus cárceres, sendo 120 deles “condenados” à prisão perpétua. Desses, 70 foram liberados na fronteira com o Egito, em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. De acordo com a emissora estatal egípcia Qahera TV, eles serão encaminhados a hospitais no Egito para receber tratamento médico.
Prisioneiros palestinos
De acordo com explicações da Comissão de Assuntos dos Prisioneiros e o Clube dos Prisioneiros Palestinos, os cativos libertados nesta etapa são aqueles que cumprem penas perpétuas e longas penas nas prisões de ocupação. Os ônibus que os transportavam chegaram à cidade de Ramallah, na Cisjordânia, onde a cidade testemunhou uma grande recepção pública.
Entre os prisioneiros libertados estavam Mohammed Al-Arda e Iyad Jarardat, heróis da operação “Túnel da Liberdade”. Além deles, também foi solto o decano dos prisioneiros de Jenin, Raed Al-Saadi, que passou 36 anos nas prisões da ocupação como parte de duas sentenças de prisão perpétua e 20 anos.

A troca de hoje incluiu ainda a libertação do prisioneiro Houssam Abed, contra quem a ocupação havia emitido uma sentença de prisão perpétua três vezes, além de 55 anos e meio de cárcere. Vários prisioneiros libertados enviaram saudações ao povo de Gaza e sua resistência, “sem cujos sacrifícios eles não teriam alcançado a liberdade”.
Um dos prisioneiros libertados disse ao canal pan-árabico Al-Mayadeen que a Resistência Palestina “cumpriu sua promessa de libertas os cativos palestinos”. Outro prisioneiro disse que “nossa liberdade é graças à resistência, que devemos preservar e devemos permanecer unidos”.
Por sua vez, o prisioneiro libertado Wael Al-Jaghoub disse, também, ao Al-Mayadeen que “nossa liberdade é um passo em direção à liberdade do nosso povo e da Palestina”, enfatizando que essa liberdade se deve à lendária firmeza de Gaza. “Nós nos curvamos diante de Gaza, que é um modelo de libertação global, e todos os palestinos pertencem a ela”, acrescentou Wael.
Em relação à realidade que os prisioneiros estão sofrendo, Al-Jaghoub disse que “o que acontece dentro do cativeiro é um completo crime de guerra de fome, tortura, agressões e privação de tratamento”. Ele também destacou que “a ocupação impede qualquer as notícias cheguem aos prisioneiros e os isola completamente do exterior”.
Um dos prisioneiros libertados disse que, após sua libertação, “um dos oficiais do Shabak (israelense) me disse: ‘Nós permaneceremos presentes’, então eu disse a ele: ‘Nós também permaneceremos presentes’”.
Os prisioneiros libertados sublinharam que “estamos todos com a resistência e ela não será quebrada e Gaza permanecerá resistente à agressão… morreremos ou venceremos”, agradecendo “às Brigadas Qassam, às Brigadas Al-Quds e aa outros grupos da resistência palestina, que permanecerá firme no chão e libertará todos os prisioneiros”.
Cessar-fogo

A primeira etapa do cessar-fogo entre Hamas e Israel entrou em vigor na semana passada, no dia 19 de janeiro, após 15 meses de uma guerra que se transformou em um genocídio contra o povo da Palestina.
O acordo foi anunciado no último dia 15 de janeiro pelo Catar, e foi aprovado tanto pelo Hamas quanto por Israel. Previsto para ser realizado em três fases, o pacto, em sua primeira etapa, prevê a libertação de 1 mil reféns palestinos, incluindo mulheres e crianças, em troca de 33 prisioneiros israelenses.
Segundo fontes próximas ao Hamas, o primeiro grupo de prisioneiros israelenses é composto por três mulheres. Por sua vez, o governo de Israel já publicou uma lista com os 95 reféns palestinos que serão libertados por conta do acordo, incluindo 70 mulheres, uma delas menor de idade, e 25 homens, entre os quais nove são menores de 18 anos. O mais jovem tem 16 anos.
Atualmente, 94 prisioneiros israelenses – a maioria deles são militares -, e estrangeiros permanecem em poder de grupos palestinos na Faixa de Gaza. Israel estima que 34 capturados sionistas estejam mortos. O Hamas afirma que os prisioneiros morreram em bombardeios realizados pelos próprios israelenses contra o território palestino.
Por outro lado, estima-se em 10 mil o número de palestinos nos cárceres israelenses, incluindo dezenas de mulheres e crianças, além de milhares de prisioneiros sem nenhuma acusação formal.
Genocídio em Gaza

O genocídio na Faixa de Gaza matou mais de 48 mil pessoas em apenas 15 meses de agressões militares israelense. Esse número, porém, deverá ser maior uma vez que muitos palestinos ainda não foram retirados dos escombros por terem sido impedidos pelos terroristas israelenses.
O número oficial final de israelenses mortos ainda não foi divulgado pelo governo de Israel. Porém, o regime sionista comandado por Benjamin Netanyahu afirma que 1,2 mil israelenses morreram no dia 7 de outubro de 2023, incluindo aqueles assassinados pelo “Protocolo Hannibal”, quando o exército israelense mata intencionalmente os próprios cidadãos para evitar que se tornem prisioneiros.
Com informações das agências internacionais de notícias