Acordo entre Bolsonaro e EUA, em 2021, autorizou uso de algemas em deportados

Autorização para os Estados Unidos usarem as algemas ocorreu no governo Bolsonaro (Foto: Divulgação)

O governo do ex-presidente Jair Bolsonaro foi informado, em 2021, pelo governo dos Estados Unidos que as autoridades norte-americanas utilizariam algemas nos deportados brasileiros durante os voos de deportação. Havia um compromisso de que as algemas seriam retiradas assim que a aeronave pousasse em solo brasileiro.

O jornal Folha de S. Paulo teve acesso à troca de notas diplomáticas entre o governo Jair Bolsonaro e as autoridades norte-americanas, que enfatizaram que se reservavam o direito de algemar os deportados, afirmando que esse é o procedimento padrão nesses casos.

Em um dos documentos, o que governo norte-americano, à época comandado por Joe Biden, deixou claro que os voos de deportação “sempre configuram extrema necessidade” e que, por essa razão, o uso de algemas e correntes é considerado um procedimento padrão. Então, ficou acordado entre os governos que os passageiros permaneceriam algemados até a parada no Panamá.

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, disse que pedirá explicações ao governo Trump sobre “tratamento degradante” dado aos brasileiros deportados dos Estados Unidos.

No último sábado (25/01), o governo demonstrou indignação com o fato dos migrantes terem sido algemados e acorrentados durante o voo de deportação. Ao saber da situação quando o avião chegou a Manaus, no Amazonas, o presidente Lula (PT) exigiu a retirada imediata das algemas e correntes. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Rica

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