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Por meio de mediadores, as negociações entre o Hamas e Israel sobre a segunda fase do acordo de trégua começaram nesta terça-feira (04/02). O anúncio foi feito por um porta-voz do movimento islâmico palestino.
“Começaram os contatos e as negociações para a segunda fase”, declarou Abdul Latif al-Qanou em comunicado.
Israel anunciou que vai enviar uma delegação ao Catar “no final da semana” para discutir o assunto.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, é recebido hoje na Casa Branca pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sendo o primeiro líder estrangeiro a reunir-se com ele desde a sua posse em 20 de janeiro.
Segundo a imprensa israelense, Netanyahu quer obter o aval para “erradicar” o grupo terrorista Hamas, sem se comprometer com a retirada militar do território. O genocida tem deixado claro que não tem interesse em “em encerrar a guerra” e “não está interessado” em adotar a segunda fase do acordo firmado no mês passado, que fala no retorno de todos os reféns e da retirada completa de seus militares de Gaza.
Trump quer avançar na sua proposta para que os países da região recebam cerca de um milhão de moradores de Gaza durante o processo de reconstrução do enclave — a terceira fase do acordo prevê o estabelecimento de planos futuros para o território. A ideia foi rechaçada por governos árabes,
As conversações sobre a segunda fase estavam previstas para começar no fim do 16º dia do cessar-fogo.
O acordo de cessar-fogo firmado no mês passado está centrado em três fases para o fim da guerra e a pavimentação de uma paz sustentável no enclave palestino. Na primeira, em vigor há duas semanas, previa o fim dos combates, o retorno de 33 dos reféns sequestrados em 7 de outubro de 2023, a entrada de ajuda humanitária, o retorno da população civil às suas casas e o reposicionamento interno de tropas israelenses. Esta fase tem a duração prevista de 42 dias.
Na segunda, que deve começar a ser discutida nesta segunda-feira, ao menos oficialmente, está previsto o retorno de todos os reféns — incluindo os restos mortais dos que perderam a vida —, a libertação de um número ainda a ser determinado de prisioneiros palestinos e a declaração de uma “calma sustentável”. Contudo, esta fase, também prevista para durar 42 dias, estabelece ainda que todas as tropas israelenses deverão deixar Gaza, algo que o premier já se declarou contrário, assim como outros membros de seu gabinete.