Amazonas registra a maior queda no nível de desemprego da história, afirma IBGE

Bom desempenho da indústria contribuiu para a queda do desemprego no Amazonas (Foto: Divulgação/Suframa)

O Amazonas registrou a maior queda no nível de desemprego de sua história ao atingir taxa média de 8,4% em 2024, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua que foram divulgados, nesta sexta-feira (14/02), pelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até então, o melhor desempenho havia sido em 2014, quando o índice de desocupação alcançado pelo Estado naquele ano foi de 8,7%.

Para o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Serafim Corrêa, a economia amazonense “vive um bom momento”. Segundo ele, o desempenho positivo pode ser notado na alta dos investimentos realizados pelas empresas e na geração recorde de empregos em vários setores produtivos do Amazonas, como o da indústria, onde as fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM) registraram, em 2024, o maior faturamento da história – em torno de R$ 204,3 bilhões -, além da alta de 8,87% na média mensal de empregos em relação a 2023, segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

No PIM, a média mensal de empregos diretos, em 2024, foi de 123.489 trabalhadores, conforme dados da Suframa. Por sua vez, o comércio local, de acordo com dados das entidades representativas do setor, emprega mais de 450 mil pessoas com carteira assinada e outras 100 mil de forma indireta. “Nossa economia vive um bom momento”, avaliou Serafim Corrêa.

Tendência nacional

A queda verificada no Amazonas foi registrada em todos os Estados brasileiros e acompanha a média nacional de redução no desemprego no Brasil, que atingiu taxa de 6,6% em 2024, de acordo com dados da Pnad Contínua do IBGE.

O índice do Amazonas foi o segundo melhor entre os 14 Estados que terminaram o ano de 2024 com o menor nível de desemprego já registrado pela série histórica da Pnad Contínua, que começou em 2012. O recorde de baixa no nível de ocupação foi atingido pelo Rio Grande do Norte (8,5%), segundo o IBGE.

Veja a lista abaixo dos 14 Estados que tiveram o melhor desempenho:

Rio Grande do Norte (8,5%)

Amazonas (8,4%)

Amapá (8,3%)

Alagoas (7,6%)

Maranhão (7,1%)

Ceará (7%)

Acre (6,4%)

São Paulo (6,2%)

Tocantins (5,5%)

Minas Gerais (5%)

Espírito Santo (3,9%)

Mato Grosso do Sul (3,9%)

Santa Catarina (2,9%)

Mato Grosso (2,6%)

Quadro geral do índice de desemprego no Brasil:

Arte: IBGE

Metodologia

Segundo o IBGE, a pesquisa Pnad Contínua apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

As maiores taxas médias de 2024 foram apontadas na Bahia (10,8%), Pernambuco (10,8%) e Distrito Federal (9,6%), conforme dados do IBGE.

Regiões

Por regiões, o Norte (7%), Sudeste (6,4%), Sul (4,2%) e Centro-Oeste (5,4%) alcançaram os menores níveis de desocupação desde o início da série histórica. Já no Nordeste, a taxa ficou em 9%, a menor desde 2015, porém acima do recorde mínimo de 8,6%, atingido em 2014.

Informalidade

O IBGE revelou que ao longo do ano passado, a taxa de informalidade no país foi de 39% da população ocupada, sendo as maiores médias no Pará (58,1%), Piauí, (56,6%) e Maranhão (55,3%). As menores ficaram localizadas em Santa Catarina (26,4%), Distrito Federal (29,6%) e São Paulo (31,1%).

No Amazonas, a taxa média de informalidade foi de 53,8%, a quinta maior do país, segundo o IBGE.

Com informações da Agência Brasil

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