‘Caguei para a prisão’, diz Bolsonaro ao desdenhar da denúncia da PGR

Bolsonaro se pronunciou sobre a denúncia em evento do PL nesta quinta (Foto: Divulgação)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em sua primeira aparição pública após ser denunciado por tentativa de golpe de Estado, afirmou nesta quinta-feira (20/02) que está com a “consciência tranquila”, pois o documento de 272 páginas apresentado pela Procuradoria-Geral da República seria mera narrativa contra a extrema direita.

“Nada mais têm contra nós do que narrativas. Tudo foi por água abaixo. A mais recente foi essa de golpe”, disse. “‘Vão prender o Bolsonaro?’ Caguei para a prisão”, prosseguiu o ex-presidente.

As declarações foram feitas durante o encontro nacional de comunicação do PL, no qual participaram big techs como X e Google.

“Quem precisa de 800 páginas para provar, é que não tem o que mostrar”, afirmou, em alusão ao relatório apresentado pela PF com as provas que embasaram a denúncia da PGR. Segundo Bolsonaro, a prioridade da direita neste momento deve ser a anistia dos presos de 8 de Janeiro.

Ele convocou seus apoiadores a comparecerem nas manifestações organizadas para o dia 16 março e pediu que não levem cartazes.

Bolsonaro ainda voltou a acusar, sem provas, que as eleições de 2018 e 2022 foram fraudadas.

“Estou indo pra guerra. Vou pegar um limpinho, Um gravatinha da Câmara para esse processo?”, questionou, em referência ao ex-presidente da Câmara. “(Lira) tem seus problemas. Pode ter. Mas se fosse um gravatinhas, limpinho na presidência, não teria resolvido o problema”, prosseguiu. “Obrigado, Arthur Lira”, enfatizou.

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