Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br

O Amazonas tem um dos piores rendimentos domiciliares por pessoa do Brasil, de R$ 1.238, valor bem abaixo da média nacional que é de R$ 2.069. O Estado só está na frente de Ceará, com R$ 1.225, e Maranhão, detentor do menor rendimento domiciliar por pessoa do país (R$ 1.077).
Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (28/02), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os valores apurados se referem ao ano de 2024.
O ranking é liderado pelo Distrito Federal (DF), com R$ 3.444 – valor 66% acima do rendimento médio nacional.
Segundo o IBGE, a liderança do DF é explicada pelo grande contingente de funcionários públicos na capital federal. Eles conseguem uma remuneração acima da média da iniciativa privada.
A segunda colocação ficou com São Paulo – o Estado mais populoso do Brasil, com rendimento domiciliar por pessoa de R$ 2.662. Segundo o IBGE, o Distrito Federal (DF) e nove Estados apresentaram, em 2024, rendimento médio domiciliar por pessoa acima da média do Brasil.
O rendimento domiciliar per capita (por cabeça) é a relação entre o total dos rendimentos domiciliares e o total dos moradores. Nesse cálculo são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes, como aposentadorias e benefícios do governo. Todos os moradores são considerados no cálculo.
As dez unidades da federação (UF) que ficaram acima da média em 2024 são localizadas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Na comparação com 2023, Minas Gerais deixou de ficar acima da média.
A divulgação do rendimento per capita atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Os dados são repassados ao Tribunal de Contas da União (TCU). As informações são coletadas ao longo do ano pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
O IBGE enfatiza que a divulgação desta sexta-feira é “uma fotografia do ano de 2024” apenas para subsidiar o cálculo do FPE – transferência de recursos federais para os Estados e o DF.
As divulgações anuais são sempre com valores nominais, ou seja, sem o efeito da inflação. Dessa forma, segundo o instituto, não é feita comparação entre os anos.
“A publicação não tem por objetivo analisar a evolução histórica do rendimento per capita no país”, afirma o técnico do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes.
“Como os dados estão a preços do respectivo ano, não é adequado o cálculo de taxas de crescimento anual do rendimento, assim como fazer comparações sobre mínimo ou máximo da série histórica”, complementa.
A série histórica completa de rendimento da PNAD Contínua – com valores corrigidos que permitem comparações anuais – será divulgada em maio.
Veja a lista de rendimento domiciliar mensal per capita:
1) Distrito Federal: R$ 3.444
2) São Paulo: R$ 2.662
3) Rio Grande do Sul: R$ 2.608
4) Santa Catarina: R$ 2.601
5) Rio de Janeiro: R$ 2.490
6) Paraná: R$ 2.482
7) Mato Grosso: R$ 2.276
8) Mato Grosso do Sul: R$ 2.169
9) Espírito Santo: R$ 2.111
10) Goiás: R$ 2.098
Média Brasil: R$ 2.069
11) Minas Gerais: R$ 2.001
12) Tocantins: R$ 1.737
13) Rondônia: R$ 1.717
14) Rio Grande do Norte: R$ 1.616
15) Roraima: R$ 1.538
16) Amapá: R$ 1.514
17) Sergipe: R$ 1.473
18) Pernambuco: R$ 1.453
19) Paraíba: R$ 1.401
20) Bahia: R$ 1.366
21) Piauí: R$ 1.350
22) Pará: R$ 1.344
23) Alagoas: R$ 1.331
24) Acre: R$ 1.271
25) Amazonas: R$ 1.238
26) Ceará: R$ 1.225
27) Maranhão: R$ 1.077
Com informações da Agência Brasil