Mais de 1.380 civis foram mortos pelos terroristas que governam a Síria em 50 massacres sectários

Mulheres e crianças alauítas buscam refúgio dos massacres cometidos pelo novo governo da Síria (Foto: Divulgação)

Pelo menos 1.383 civis, a grande maioria deles muçulmanos alauítas, foram mortos em 50 massacres cometidos pelo novo governo extremista da Síria com a ajuda de milícias estrangeiras e grupos de extermínios desde o último dia 6 de março nas áreas costeiras e montanhosas do país. O número atualizado da violência sectária consta no balanço que foi divulgado, nesta quarta-feira (12/03), pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Segundo a entidade, os civis foram assassinados em “execuções por forças de segurança e grupos aliados em 7 e 8 de março”, acrescentando que esse número deverá aumentar à medida que os novos casos de morte forem documentados.

O Observatório Sírio informou, ainda, que documentou três novos massacres nas províncias de Tartus, Latakia e Hama, que custaram a vida de 158 civis, a maioria dos quais eram alauitas, de acordo com a seguinte distribuição: Tartus (49 vítimas), Latakia (25 vítimas), Hama (84 vítimas), alertando sobre enterros em massa de vítimas. A entidade, também, indicou que o número de massacres documentados cometidos na costa síria e áreas montanhosas foi de 50 massacres que custaram a vida de 683 vítimas, em Latakia; 433 em Tartous; 225 em Hama; e 12 em Homs.

Com o apoio da Turquia e de terroristas estrangeiros, o novo governo sírio – sob o comando de Ahmad Sharaa, conhecido como Al-Joulani -, têm promovido um verdadeiro banho de sangue contra cristãos e muçulmanos em pleno mês sagrado do Ramadã nos últimos dias na Síria.

A matança veio acompanhada de um silêncio criminoso por parte dos Estados Unidos e de países europeus, que posam de defensores dos direitos humanos, mas que, até o momento, foram incapazes de condenar a barbárie cometido pelos atuais governantes sírios que o mundo ocidental ajudou a colocar no poder na Síria.

Enterros em covas coletivas
No mesmo contexto, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos denunciou que as vítimas dos massacres estão sendo enterradas em valas comuns na costa síria.

Além dos massacres, a entidade denunciou que as forças de segurança, o Ministério da Defesa e suas forças auxiliares cometeram execuções sumárias, deslocamentos forçados, estupros e queima de casas, na ausência de qualquer impedimento legal.

Por sua vez, o novo ditador da Síria, Ahmad al-Sharaa, afirmou, no último domingo (09/03), que a violência praticada por seu governo visa tentar acabar com o que chamou de “conspirações para semear discórdia e instabilidade no país”.

Com informações das agências internacionais de notícias

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