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Eleito para representar e defender os interesses do Amazonas, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) causou polêmica ao afirmar que não entende “porra nenhuma” sobre o principal modelo de desenvolvimento econômico do Estado, a Zona Franca de Manaus (ZFM).
A confissão ocorreu durante discurso que ele proferiu em evento realizado, na última sexta-feira (14/03), pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), para homenagear os senadores da bancada amazonense no Senado com a Medalha do Mérito Comercial do Amazonas 2025 pelo papel desempenhado em defesa dos incentivos da ZFM na Reforma Tributária. Na ocasião, o político tucano tentava justificar sua ausência em um debate tão importante para a economia do Estado, diferentemente de Omar Aziz (PSD-AM) e Eduardo Braga (MDB-AM), que tiveram atuações de destaque nessa batalha crucial para o Amazonas.
“Eu não estava porque eu não entendo porra nenhuma de Zona Franca e de tributo”, disse o parlamentar ao falar sobre sua atuação na Reforma Tributária. Para tentar amenizar a situação, Plínio Valério, porém, destacou que, apesar de sua ausência, a assessoria dele estava presente nos debates.
Plínio se explica
Por meio de nota divulgada à imprensa por sua assessoria, Plínio Valério informou que o trecho de sua fala “foi retirado de contexto”. “Ao afirmar que não entender profundamente sobre o tema, o senador destacou a importância de contar com uma assessora técnica especializada, que o auxilia no acompanhamento das questões tributárias e econômicas da ZFM”, disse a nota sem citar a expressão chula usada pelo senador.
Ainda na nota, o parlamentar afirmou que tem compromisso com a defesa da ZFM. “Desde o início de seu mandato, ele tem utilizado sua voz no Senado para reforçar a importância do modelo econômico e combater medidas que comprometam sua competitividade. Foi relator da Lei de Informática, garantindo investimentos para o setor, e atuou contra iniciativas que poderiam reduzir os incentivos fiscais da ZFM, como o decreto que zerou o IPI na região”, disse.