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Pelo menos 11 brasileiros residentes na Palestina são mantidos ilegalmente presos em cárceres e centros de tortura de Israel após ele terem sido sequestrados pelo regime genocida sionista israelense, conhecido por seu amplo histórico de violações dos direitos humanos. Segundo o governo brasileiro, eles estão detidos sem nenhuma acusação formal numa flagrante violação das leis internacionais.
As informações foram reveladas pelo Itamaraty por meio de nota divulgada, na terça-feira (25/03), para condenar o assassinato do jovem brasileiro de origem palestino, Walid Khalid Abdalla Ahmad, de 17 anos, que foi morto na prisão israelense de Megido, famosa pelo uso de métodos sistemáticos de tortura horripilantes, como choques elétricos, espancamentos, privação de comida e até a utilização de cachorros para torturar reféns palestinos.
Segundo o Itamaraty, o Brasil tomou conhecimento “com profunda consternação” da morte de Walid e cobrou uma investigação do governo israelense sobre o ocorrido. “O governo brasileiro solidariza-se com os familiares e amigos do nacional e transmite sinceras condolências, ao tempo em que continuará a exigir do governo de Israel as explicações necessárias acerca da morte do menor”, diz o comunicado da diplomacia brasileira.
Conforme o Itamaraty, outros 11 brasileiros residentes no Estado da Palestina seguem presos em Israel. “A maioria dos quais sem terem sido formalmente acusados ou julgados, em clara violação ao Direito Internacional Humanitário”, afirma a nota.
Entidade pede rompimento das relações com Israel

O jovem Walid Khalid Abdalla Ahmad foi sequestrado por Israel no dia 30 de setembro de 2024 na Cisjordânia, território palestino ocupado, e levado por forças israelenses de ocupação à prisão de Megido, onde acabou sendo assassinado. O caso dele só veio a público, na última segunda-feira (24/03), após a Federação Árabe Palestina no Brasil (Fepal) ter divulgado um comunicado por meio do qual cobrou do governo brasileiro o rompimento das relações diplomáticas com Israel.
“Talvez seja hora de o ministro da Relações Exteriores, Mauro Vieira, rever a muito branda declaração que deu em 23 de outubro de 2024, em que afirma que a ruptura de laços com os genocidas de Tel Aviv ‘não estava em consideração’”, diz a nota da Fepal.
O comunicado ressalta que o tempo da diplomacia foi “sepultado” por Israel e cobra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um novo posicionamento em relação ao governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, contra o qual há um mandato de prisão expedido O Tribunal Penal Internacional (TPI) desde novembro do ano passado por crimes de guerra na Faixa de Gaza, na Palestina ocupada.
Rompimento do Brasil com Israel é “obrigação moral”, diz Fepal
A Fepal destaca que o rompimento dos laços diplomáticos e acordos de cooperação com Israel “é uma obrigação moral – e legal! – do Estado brasileiro com a humanidade, com o povo palestino sob solução final com a comunidade brasileiro-palestino, sob pena de entrar para a história na condição de ator acusado de cumplicidade com o Holocausto Palestino”. Israel ainda não se manifestou sobre o assunto.
Com informações do site Brasil de Fato