Produção industrial do Amazonas registra crescimento de 0,9%

Produção industrial do Amazonas está aquecida em 2025 (Foto: Divulgação/Suframa)

A produção industrial do Amazonas apresentou crescimento de 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro deste ano, o quinto melhor resultado do país. O bom desempenho ocorreu mesmo com o registro de queda na indústria brasileira, que caiu 0,1% neste período.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Estado, também, registra crescimento de 0,9%, indicando o bom desempenho da indústria amazonense. Os dados foram divulgados, nesta terça-feira (08/04), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Amazonas foi um dos Estados que apresentaram expansão na produção industrial. Veja a lista:

  • Pernambuco, 6,5%
  • Paraná, 2,0%
  • Pará, 1,6%
  • Espírito Santo, 1,1%
  • Amazonas, 0,9%
  • Rio Grande do Sul, 0,5%
  • Região Nordeste, 0,5%
  • Goiás, 0,2%

Na avaliação do superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, o crescimento da produção industrial no Amazonas verificado nos últimos meses é um reflexo direto da aprovação da reforma tributária, que trouxe mais segurança jurídica para as empresas investirem na Zona Franca de Manaus (ZFM).

“Esse aquecimento da produção na indústria local tem a ver, exatamente, com o conjunto de segurança que é oferecido atualmente para os investimentos no Polo Industrial de Manaus”, afirmou Saraiva.

Queda do desemprego e mais investimentos

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, os primeiros meses de 2025 ainda refletem os bons indicadores do ano passado, com destaque para a produção de condicionadores de ar do tipo split system, motocicletas, bens de informática e até relógios.

Na avaliação do dirigente empresarial, fatores como a queda no desemprego e o aporte de novos investimentos, por exemplo, contribuíram para o desempenho positivo da indústria amazonense.

“⁠A produção local é um reflexo da economia nacional. Tivemos uma redução do índice de desemprego e uma injeção de recursos na economia, o que a manteve aquecida no decorrer desse período. Alguns fatores, entretanto, podem resultar em um arrefecimento desses indicadores, como é o caso da taxa básica de juros em patamar elevado e da pressão inflacionária”, avaliou Antônio Silva.

Recuo em outros Estados

Segundo o IBGE, sete dos 15 locais pesquisados apresentaram recuo na produção industrial na passagem de janeiro para fevereiro deste ano, conforme aponta a Pesquisa Industrial Mensal Regional. Os locais com recuo na produção industrial são:

  • Bahia: -2,6%
  • Ceará: -1,0%
  • São Paulo: -0,8%
  • Santa Catarina: -0,6%
  • Mato Grosso: -0,6%
  • Rio de Janeiro: -0,3%
  • Minas Gerais: -0,2%

De acordo com Bernardo Almeida, analista da pesquisa do IBGE, há perda de intensidade na produção industrial brasileira, influenciada, principalmente, pela política monetária contracionista (aumento dos juros), com o objetivo de combater a inflação.

“Isso acaba estreitando mais as linhas de crédito, reduzindo os investimentos e fazendo com que as tomadas de decisão na produção sejam mais cautelosas”, afirma Almeida, acrescentando que esse cenário também impacta de forma negativa o consumo das famílias.

O desempenho de São Paulo (-0,8%) foi o que exerceu maior influência no total do recuo da indústria brasileira, apesar de não ser a maior queda nominal no mês. O ranking negativo de fevereiro foi liderado pela Bahia (-2,6%).

Alta no acumulado dos últimos 12 meses e queda em relação a fevereiro de 2024

Ainda segundo o IBGE, a produção industrial do Amazonas apresentou um recuo de 2,9% em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2024. Porém, no acumulado dos últimos 12 meses, o Estado registra crescimento de 0,9%.

Arte: IBGE

Polo Industrial de Manaus

Os bons resultados de 2025 mostram que o Amazonas mantém, até o momento, o bom desempenho do ano passado, quando o Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou um faturamento recorde de R$ 204,3 bilhões, alta de 16,24% na comparação com o resultado obtido em 2023, quando alcançou o montante de R$ 175,83 bilhões, segundo dados da Suframa.

O PIM registrou, ainda, no ano passado, alta de 8,87% na média mensal de empregos em relação a 2023, finalizado 2024 com 123.489 trabalhadores empregados.

“Foi um ano histórico para a Zona Franca de Manaus. Sem dúvidas, são resultados que ficarão para a história e deixam uma satisfação especial para a Suframa e para o Governo Federal”, afirmou, na época, o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva.

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